Moradores protestam por indenizações e obras paradas no bairro Mauazinho

Moradores do bairro Mauazinho, em Manaus, protestam por indenizações e retomada de obras paralisadas que visam conter riscos de desabamentos na região.
Redação Imediato Online
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Na tarde desta sexta-feira (04/04), moradores do bairro Mauazinho, na zona Leste de Manaus, realizaram uma manifestação na Avenida Rio Negro para cobrar da Prefeitura soluções definitivas quanto ao risco de desabamentos e à paralisação das obras de contenção prometidas na região.

Com faixas e cartazes, os manifestantes expressaram indignação pela demora no início das obras e pela falta de resposta às famílias atingidas. Entre as frases destacadas estavam: “Queremos solução, não enrolação” e “Prefeito, só queremos nossa casa de volta”. De acordo com os moradores, cerca de 40 famílias foram cadastradas para receber auxílio-aluguel, mas muitas outras continuam vivendo em áreas de risco iminente.

“A cratera está aumentando e já levou várias casas. Essa semana, mais duas desabaram. Se nada for feito, vai alcançar toda a rua. Estamos pedindo apenas que a obra comece antes que o pior aconteça”, relatou um dos manifestantes.

Ainda segundo os moradores, há denúncias de que recursos públicos destinados à obra já teriam sido liberados, mas os trabalhos seguem sem previsão de início. A alegação da prefeitura seria de que o período chuvoso impede a execução da obra.

Moradores afirmam que, além das perdas materiais, enfrentam insegurança e medo constante. “A gente não quer promessas, a gente quer ação. O prefeito precisa vir aqui, ver com os próprios olhos o que está acontecendo. As casas estão caindo, o povo está sendo prejudicado”, disse uma moradora que vive na área há mais de 40 anos.

A comunidade cobra também esclarecimentos sobre os critérios para o cadastramento no auxílio-aluguel e pede agilidade no processo de indenização para as famílias que perderam seus imóveis.

A manifestação foi pacífica e seguiu até o início da tarde. Os moradores afirmaram que continuarão mobilizados até que as obras sejam retomadas e que as autoridades compareçam à comunidade para prestar esclarecimentos.

Fotos: Williams Faraó

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