Ataque aéreo israelense mata oficial do Hezbollah e agrava tensão no Líbano

Ofensiva israelense aumenta tensão no Líbano e ameaça frágil cessar-fogo entre Israel e Hezbollah.
Redação Imediato Online
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Um ataque aéreo israelense matou quatro pessoas, incluindo um oficial do Hezbollah, nos subúrbios ao sul de Beirute nesta terça-feira (1º). A ofensiva aumentou a tensão em meio ao já frágil cessar-fogo entre Israel e o grupo libanês apoiado pelo Irã.

O Exército de Israel afirmou que o alvo era Hassan Bdeir, membro do Hezbollah e da Força Quds do Irã, que teria auxiliado o Hamas no planejamento de um “ataque terrorista iminente contra civis israelenses”. Já uma fonte de segurança libanesa informou que Bdeir era responsável pelo “arquivo palestino” dentro do Hezbollah.

Danos e resposta internacional

Segundo o Ministério da Saúde do Líbano, além do oficial, três outras pessoas morreram, incluindo uma mulher, e sete ficaram feridas. O ataque destruiu os três andares superiores de um edifício nos subúrbios ao sul de Beirute, sem aviso prévio de evacuação.

A ofensiva ocorre dias após outro ataque israelense na mesma região, um reduto do Hezbollah conhecido como Dahiyeh.

Em resposta, o parlamentar do Hezbollah, Ibrahim Moussawi, classificou a ação como uma “agressão grave” e pediu que o governo libanês reforce a diplomacia para conter a escalada. O presidente do Líbano, Joseph Aoun, condenou o ataque, chamando-o de “aviso perigoso” e alertando para possíveis intenções premeditadas contra o país.

Já o ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, justificou a ofensiva, alegando que Bdeir representava uma “ameaça real e imediata” e exigiu que o Líbano tomasse medidas contra grupos armados em seu território.

O Departamento de Estado dos EUA também se manifestou, responsabilizando “terroristas” pela retomada das hostilidades e afirmando que Israel estava se defendendo de ataques de foguetes lançados do Líbano.

Cessar-fogo ameaçado

O ataque ocorre em um momento de crescente instabilidade no cessar-fogo estabelecido em novembro do ano passado, que previa a retirada de combatentes do Hezbollah do sul do Líbano e a presença de tropas libanesas na região. Ambas as partes se acusam de descumprir os termos do acordo.

A guerra entre Israel e o Hezbollah teve início após a ofensiva do Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023, quando militantes palestinos mataram cerca de 1,2 mil pessoas e sequestraram 250, segundo contagens israelenses. Desde então, a escalada de violência na região já resultou em milhares de mortos e mantém o Oriente Médio em alerta para um novo conflito em larga escala.

Fotos: Reprodução

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