Rua abandonada há 15 anos: moradores do Santa Etelvina vivem em condições precárias de infraestrutura

Moradores do bairro Santa Etelvina, em Manaus, vivem há 15 anos com ruas precárias e promessas não cumpridas de melhorias.
Redação Imediato Online
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Manaus (AM) – Moradores do Bairro Santa Etelvina, na Zona Norte de Manaus, enfrentam sérias dificuldades devido à falta de infraestrutura em diversas ruas da comunidade. A rua Dom Marcos de Noronha, que há anos deveria ser asfaltada, continua em condições precárias, com restos de asfalto e muitos buracos que comprometem a mobilidade.

Apesar de promessas feitas durante campanhas eleitorais, a situação permanece inalterada, deixando os moradores em um ciclo de frustração e abandono. A rua, que deveria ser uma via de acesso principal, está tomada por barro e cascalho, o que torna a locomoção ainda mais difícil, especialmente durante períodos de chuva forte.

Há 15 anos, os moradores convivem com o descaso e a falta de melhorias, como relatou um comerciante local. “Quando cheguei aqui, disseram que logo o asfalto chegaria, fiz campanha para o prefeito, mas nada mudou. Estou pagando IPVA alto e o carro quase não consegue passar”, afirmou.

A situação é ainda mais complicada para os pedestres, que precisam atravessar a rua quase destruída para realizar tarefas simples do cotidiano. “A ambulância não entra, o carro quebra, é uma verdadeira dificuldade”, destacou outro morador, Marcelio, que vive no local há 15 anos.

Além do transtorno diário, os moradores também enfrentam o risco constante de acidentes. “As crianças vão para a escola, os carros caem nos buracos, os motoqueiros se acidentam”, disse Marcelio, descrevendo o caos que é a rotina na comunidade. Ele também mencionou que, mesmo com a tentativa de melhorar a situação com entulho, a chuva acaba levando tudo embora.

Durante a gravação, moradores pediram atenção da Prefeitura de Manaus, especialmente do prefeito David Almeida, que ainda não cumpriu as promessas de melhorias. “Estamos esperando há anos. O prefeito precisa olhar por nós”, disse Jordiane, moradora local. A situação de abandono continua a afetar centenas de famílias que, além da falta de asfalto, enfrentam um cenário de exclusão e desvalorização.

A comunidade, que aguarda um olhar mais atento das autoridades, clama por soluções definitivas. “É nosso direito, mas o nosso direito não está sendo respeitado”, concluiu Marcelio.

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