Na tarde desta segunda-feira (24), uma criança de 12 anos, diagnosticada com autismo nível 2, foi agredida por uma auxiliar administrativa dentro de uma Escola Municipal localizada no bairro Colônia Terra Nova, Zona Norte de Manaus. O incidente, presenciado pela tia da criança, gerou grande revolta na família e na comunidade local. Segundo o relato da tia, o menino estava agitado e, ao tentar acalmá-lo, ela percebeu que a funcionária o estava tratando de forma agressiva, puxando-o pelo braço e falando de maneira rude.
A criança, que tem necessidades especiais, ficou muito agitada durante o episódio e, devido ao diagnóstico, entrou em crise. Como resultado, ele acabou se urinando, o que aumentou ainda mais o sofrimento emocional do menino. A família, indignada com o ocorrido, já registrou a denúncia para que as autoridades competentes investiguem o caso.
Em uma sonora exclusiva, a mãe da criança se mostrou extremamente preocupada com o bem-estar do filho e revelou que tomou a decisão de transferi-lo de escola. “Eu voltei a transferir ele de escola porque eu não vou mais deixá-lo lá e já estou com medo de levar ele para outra escola. E aconteceu isso de novo. E é o meu medo, não só o meu, mas de todas as mães. Os filhos passam por isso e não sabem se defender, porque ele não sabe nem falar, não sabe nem explicar o que aconteceu. E a situação está complicada”, afirmou a mãe, visivelmente abalada.
Ela ainda explicou que o comportamento do filho mudou drasticamente após os episódios de agressão: “Eu não vou mais levar ele para a escola, porque ele estava ficando muito agitado. No início do ano ele queria muito ir para a escola, ele chorava para ir. Agora, nos últimos meses, ele não estava mais querendo ir, sabe? Deus, né, quantas vezes aconteceu isso, e ele estava muito agitado, o comportamento dele mudou”, relatou.
A mãe enfatizou que, após os incidentes, ela não se sente mais segura em enviar o filho para a escola, e que a situação tem causado grande angústia tanto para ela quanto para o menino.
O caso gerou um movimento de indignação na comunidade e um pedido urgente de respostas sobre o tratamento recebido pela criança em ambiente escolar. A família espera que as autoridades conduzam uma investigação rigorosa para que atitudes como essas não se repitam.