Justiça decreta prisão preventiva dos suspeitos pela morte de jovem palestino em Manaus

Jovem palestino é morto em briga em bar de Manaus, e suspeitos são presos preventivamente.
Redação Imediato Online
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O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) aceitou a denúncia do Ministério Público do Estado (MPAM) e decretou a prisão preventiva de Bruno da Silva Gomes e Robson Silva Nava Júnior, suspeitos de envolvimento na morte do jovem palestino Mohammad Manasrah, de 20 anos. O crime ocorreu no dia 8 de fevereiro deste ano, em Manaus, e a decisão foi tomada no dia 7 de março de 2025, pelo juiz da 1ª Vara do Tribunal do Júri.

Com a denúncia aceita, o processo agora segue para a próxima fase no Tribunal do Júri. A prisão preventiva dos acusados foi determinada para garantir a ordem pública e o andamento regular do processo, especialmente após a fuga de Robson, que descumpriu a prisão temporária determinada em fevereiro.

Detalhes do Crime

De acordo com as investigações da Polícia Civil, Bruno teria utilizado o gargalo de uma garrafa para agredir as vítimas, enquanto Robson colaborou com o ataque, agredindo os presentes e impedindo que se defendessem. Após o ataque, ambos fugiram do local.

O promotor Marcelo Bitarães destacou que o assassinato teve como causa uma briga trivial entre os acusados e as vítimas dentro de um bar, o que levou à expulsão do grupo. No entanto, a violência continuou na rua, onde Mohammad foi ferido fatalmente. O promotor também afirmou que Bruno agiu com traição ao se esconder entre os veículos estacionados e que Robson tentou manter os agredidos no local com uma conversa falsa, dificultando sua fuga.

O Caso Mohammad Manasrah

Mohammad Ali Ismail Hamdan Manasrah foi gravemente ferido no pescoço durante a confusão na saída de um bar, no bairro Nossa Senhora das Graças. Mesmo socorrido e levado ao hospital, ele não resistiu aos ferimentos e faleceu algumas horas depois.

A Sociedade Árabe Palestina do Amazonas expressou seu pesar pela morte do jovem, ressaltando suas qualidades como pessoa e sua dedicação à causa palestina. O bar, Rox Club Lounge, também se pronunciou, informando que o incidente aconteceu fora de suas dependências e reafirmando seu compromisso com a segurança de todos os frequentadores, além de colaborar com as autoridades na busca pelos responsáveis.

Atualmente, Bruno encontra-se detido, enquanto Robson continua foragido. A Polícia Civil segue em busca do acusado para dar continuidade ao processo de responsabilização pelo crime. O caso continua sendo investigado para que a justiça seja feita.

Fotos: Divulgação

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