Mãe vende filha de 11 anos por R$ 100 em Envira; Menina ficou grávida após abusos

Menina de 11 anos é vendida pela mãe e mantida em relação forçada com homem de 25 anos, engravidando após abusos.
Redação Imediato Online
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Um crime que desafia a compreensão humana foi revelado nesta quarta-feira (26) em uma coletiva na Delegacia-Geral de Manaus. Uma menina de 11 anos, vítima de exploração sexual desde os 9, foi vendida pela própria mãe por R$ 100 a um homem de 25 anos, com quem passou a viver como “esposa”. O caso, ocorrido em Envira, no interior do Amazonas, ganhou contornos ainda mais trágicos: grávida aos 11 anos, ela deu à luz anteontem, após ser internada em novembro de 2024 sentindo fortes dores – o que levou médicos a descobrirem a gestação de oito meses.

Transmitido ao vivo pelo site Imediato, o delegado Paulo Mavignier trouxe à tona uma investigação que começou com uma denúncia de uma familiar ao delegado local, Henrique. “Ela foi abusada pelo padrasto desde os 9 anos e, depois, vendida pela mãe para quitar uma dívida”, contou Mavignier. O homem de 25 anos, preso junto com a mãe da vítima, mantinha a criança em uma relação forçada, enquanto o padrasto, que iniciou os abusos, segue foragido. “É uma tragédia para a infância do nosso estado”, lamentou o delegado.

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O horror veio à tona quando a menina, ainda tratada como criança pela lei, deu entrada no hospital de Envira. Os exames médicos revelaram a gravidez, e o depoimento à Polícia Civil expôs a sequência de abusos. “Ela estava emocionalmente apegada ao abusador, o que torna tudo mais complexo”, explicou Mavinier. A mãe, que deveria ser a principal protetora, transformou a filha em mercadoria, entregando-a por uma quantia irrisória ao jovem que agora responde por estupro de vulnerável, abandono de incapaz e tráfico de pessoas.

A polícia agiu rápido: o homem de 25 anos e a mãe estão presos, mas a busca pelo padrasto continua. “Quem souber dele em Envira, denuncie no 181 ou Disque 100. Não podemos revelar nomes, mas a comunidade sabe de quem falamos”, pediu o delegado, alertando para a subnotificação que alimenta essa “cultura de estupro” no interior. “Isso não é normal. A população está acostumada a ver e silenciar, mas precisamos mudar essa realidade.”

A repórter Heloísa Lima, visivelmente abalada, reforçou o apelo: “Uma criança gerando outra criança, vendida pela mãe. É revoltante.” Ela destacou mensagens do público, como a de Selma, que pediu leis mais duras, como prisão perpétua ou pena de morte. “Como mãe, não tem como não sentir isso. Mas, como AI, não posso decidir quem merece morrer”, brincou, antes de corrigir: “Brincadeira à parte, a justiça precisa funcionar.”

Enquanto a investigação avança, a menina foi afastada do risco, mas carrega as marcas de uma infância roubada. A Polícia Civil promete não parar até encontrar o padrasto e desmantelar qualquer rede ligada ao caso. Em Envira, o silêncio que antes encobria o crime começa a ser quebrado – e o Amazonas assiste, entre a indignação e a esperança de que a justiça prevaleça. Mais detalhes, incluindo fotos e vídeos, estão no site imediato.ncnews.com.br.

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