Líder de David Almeida na Câmara de Manaus diz que passagem de R$ 5 facilita o troco

Vereador defende aumento da tarifa de ônibus em Manaus e diz que facilita o troco, apesar de decisão judicial suspender o reajuste.
Redação Imediato Online
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Durante uma entrevista para o apresentador do programa Meio Dia com Jefferson Coronel, exibido pela TV e rádio e TV Onda Digital, nesta quinta-feira (20/02), o vereador Eduardo Alfaia (Avante) comentou sobre o recente aumento na tarifa do transporte coletivo em Manaus. Alfaia defendeu o reajuste e afirmou que a correção do valor é “justa e razoável”.

“Então é necessário fazer uma correção, é um valor que é razoável. Está dentro daquilo que é possível para a população. Facilita até o troco”, declarou o parlamentar.

O vereador justificou a necessidade do reajuste devido à queda no número de passageiros que utilizam o transporte coletivo. Ele destacou que o crescimento dos aplicativos de mobilidade impactou diretamente a arrecadação do sistema de ônibus, tornando a manutenção do serviço mais onerosa para a administração municipal.

Decisão judicial suspende aumento da tarifa

O aumento da passagem de ônibus, anunciado pelo prefeito David Almeida (Avante), previa que o valor passaria de R$ 4,50 para R$ 5 a partir deste mês. No entanto, o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) rejeitou, na terça-feira (18), o recurso da Prefeitura de Manaus contra a liminar que suspendeu o reajuste.

A decisão foi tomada após a juíza Etelvina Lobo Braga, da 3ª Vara da Fazenda Pública de Manaus, determinar a suspensão do aumento na última sexta-feira (14), um dia antes da vigência do decreto municipal que oficializava o novo valor. A Prefeitura recorreu, mas o pedido foi negado pelo desembargador plantonista Elci Simões de Oliveira, que manteve a tarifa em R$ 4,50 até que um estudo técnico seja apresentado e analisado.

A administração municipal argumenta que a suspensão do reajuste impacta diretamente a política de transporte urbano, comprometendo a qualidade do serviço. Dados apresentados pela Prefeitura mostram que o número de passageiros caiu de 21 milhões em 2017 para 10,9 milhões em 2024, o que exigiu um repasse de R$ 521,3 milhões para manter o sistema. O custo total do serviço chegou a R$ 926 milhões, enquanto a arrecadação tarifária foi de apenas R$ 404,7 milhões.

Diante desse cenário, a desembargadora Mirza Telma de Oliveira Cunha, relatora do processo, destacou a necessidade de um estudo técnico detalhado antes de qualquer aumento. O Ministério Público do Amazonas (MPAM) também entrou com um pedido para que a Prefeitura e o Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) sejam multados em R$ 100 mil diários caso descumpram a decisão e insistam na aplicação do reajuste.

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Fonte via: Onda Digital

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