Homem é preso por tortura e homicídio de suspeitos de furto em Anori

Grupo criminoso é acusado de torturar e assassinar suspeitos de furto no interior do Amazonas.
Redação Imediato Online
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A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), em conjunto com a Polícia Militar (PMAM), prendeu na quinta-feira (07/02) Renato Encarnação Moura, de 25 anos, acusado de integrar um grupo criminoso responsável por torturar e executar suspeitos de furtos no município de Anori, a 195 km de Manaus. A ação, batizada de Operação Custos Vitae, revelou uma rede de violência que chocou a região, com quatro vítimas torturadas e uma morta entre setembro e outubro de 2024.

As investigações começaram em 28 de setembro de 2024, quando um jovem de 19 anos chegou a um hospital com lesões graves nos braços, causadas por tortura. No dia seguinte, 29 de outubro, mais dois homens, de 20 e 25 anos, foram hospitalizados com fraturas. O caso ganhou contornos sombrios quando um corpo em decomposição, identificado como conhecido das vítimas, foi encontrado em uma área isolada.

De acordo com o delegado João Batista Flores, titular da 79ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Anori, o grupo agia como uma “milícia informal”, sequestrando e torturando pessoas acusadas de furtos. “Eles aplicavam ‘justiça própria’ de forma brutal. As vítimas eram amarradas, espancadas e, em um caso, executada”, explicou Flores.

Renato, identificado como um dos líderes do grupo, foi localizado após uma denúncia anônima que alertou sobre seu retorno à cidade. Ao ser surpreendido pela polícia na casa de familiares, ele tentou se esconder debaixo de uma cama, mas foi capturado. Dois outros integrantes, presos em novembro de 2024, já aguardam julgamento, enquanto mais dois continuam foragidos.

O delegado destacou que as provas incluem testemunhosregistros de lesões e laudos periciais que ligam o grupo aos crimes. Renato responderá por tortura, homicídio qualificado, sequestro, lesão corporal e associação criminosa.

Anori, cidade com pouco mais de 20 mil habitantes, viveu meses de tensão após a série de crimes. Moradores relataram à polícia medo de represálias, já que o grupo agia sob o pretexto de “combater a criminalidade”. “Eles se aproveitavam da fragilidade da segurança pública para impor terror”, afirmou uma fonte próxima ao caso.

A operação expõe desafios no interior do Amazonas, onde a falta de efetivo policial e a demora no atendimento a regiões remotas facilitam a ação de grupos paralelos. A PC-AM promete reforçar o patrulhamento na área enquanto busca os dois suspeitos restantes.

Próximos Passos:

  • Renato foi encaminhado ao sistema prisional e aguarda julgamento;
  • A polícia pede que a população denuncie suspeitas pelos canais oficiais.

FOTO: Erlon Rodrigues/PC-AM

Com informações da Polícia Civil do Amazonas.

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