Governadores de diversos estados brasileiros manifestaram forte reação aos vetos presidenciais ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). A medida, que beneficiaria estados como Rio Grande do Sul e Goiás, foi criticada por lideranças estaduais que a consideram um retrocesso para o federalismo brasileiro.
Entre os pontos criticados está o impacto financeiro nos estados. No caso do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite expressou “extrema preocupação e indignação” com os vetos. Já o governador de Goiás apontou o veto a um empréstimo de R$ 700 milhões que seria realizado junto ao BID.
O deputado Cláudio Castro classificou a data como “um dia triste para o federalismo brasileiro” e anunciou que lutará pela derrubada dos vetos quando o Congresso Nacional retomar as atividades legislativas. Os críticos da medida argumentam que, enquanto os estados buscam equilibrar suas contas, o governo federal mantém gastos considerados por eles como excessivos, incluindo a manutenção de 39 ministérios.
A questão promete gerar embates entre estados e União nos próximos meses, com a possibilidade de reversão das medidas no Congresso Nacional.