Pix registra a maior queda em transações desde 2020; monitoramento gera revolta

Queda no uso do Pix em janeiro aponta desaceleração do sistema de pagamentos instantâneos, gerando debates sobre monitoramento das transações.
Redação Imediato Online
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O número de transações via Pix caiu cerca de 15,3% em janeiro na comparação com dezembro. O resultado representa a maior queda para o período desde a implementação do sistema em 2020.

Operações realizadas via Pix no período de 1 a 14 de janeiro ao intervalo de 1 a 14 de dezembro desde o início da série histórica, em 2020, com base no Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI) do Banco Central (BC).

Nos primeiros 14 dias de janeiro de 2025, o SPI contabilizou 2,286 bilhões de operações via Pix ante 2,699 bilhões no mesmo período de dezembro de 2024. Equivale a uma redução de 15,3%.

Veja a variação por ano:

Janeiro de 2025: -15,29%;

Janeiro de 2024: -11,02%;

Janeiro de 2023: -9,89%;

Janeiro de 2022: -12,91%;

Janeiro de 2021: 51,29%.

Desde que o Pix foi criado em 2020, o Banco Central registrou somente em 2021 um número maior de operações via Pix nos primeiros 14 dias de janeiro em relação ao mesmo intervalo de 2020.

Janeiro de 2025: 2,286 bilhões e Dezembro de 2024: 2,699 bilhões;

Janeiro de 2024: 1,751 bilhão e Dezembro de 2023: 1,968 bilhão;

Janeiro de 2023: 1,007 bilhão e Dezembro de 2022: 1,118 bilhão;

Janeiro de 2022: 502 milhões e Dezembro de 2021: 576,4 milhões;

Janeiro de 2021: 73 milhões e Dezembro de 2020: 48,2 milhões.

Monitoramento do Pix e cartões: regras e polêmica

A Receita Federal começará a monitorar transações acima de R$ 5 mil (pessoas físicas) e R$ 15 mil (empresas) via Pix e cartões em 2025. O objetivo seria combater fraudes fiscais. Dados enviados incluem apenas valores totais, sem detalhar transações.

A medida gerou críticas sobre privacidade, impacto em pequenos negócios e temores de novos impostos, negados pelo governo. Enquanto aliados defendem maior transparência, opositores veem invasão de privacidade.

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