Motorista por aplicativo é sequestrado e torturado por facção criminosa em Manaus

Motorista por aplicativo é sequestrado, torturado e acaba preso por porte de drogas em Manaus.
Redação Imediato Online
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Na manhã desta quarta-feira (9), um motorista de aplicativo foi resgatado pela equipe da ROCAM e da 9ª Companhia Interativa Comunitária (CICOM) após ser mantido em cárcere privado em uma residência localizada na Alameda Cosme Ferreira, Zona Leste de Manaus. Segundo informações da polícia, a vítima foi encontrada amarrada, amordaçada e com graves ferimentos nos dedos dos pés, causados por um alicate.

O capitão Ary Arnold, que comandou a operação, destacou a gravidade do caso e o trabalho conjunto das equipes:
“Por volta das 9 horas da manhã, recebemos um chamado pela rede rádio sobre um motorista de aplicativo em cárcere privado. Não sabíamos a dimensão da gravidade, mas, com o apoio das viaturas de SEG do CPLS e da ROCAM, conseguimos localizar a vítima em uma residência. Ele estava amarrado, amordaçado, com dedos e pés machucados. Segundo relatou, foi torturado para fornecer informações.”

A vítima afirmou ter sido confundida com envolvidos no roubo de drogas pertencentes a uma facção criminosa. Conforme o capitão Arnold, o sequestro teria desdobramentos trágicos:
“Acreditamos que, após extrair as informações desejadas, os criminosos o matariam. Infelizmente, essa é uma prática comum entre organizações criminosas.”

No entanto, durante o resgate, foram encontrados três quilos de entorpecentes no veículo da vítima. Ele alegou que a droga foi deixada por um motociclista durante o período em que estava sob sequestro. A polícia, entretanto, segue investigando, já que o homem possui antecedentes criminais por associação criminosa.
“Ainda estamos apurando os fatos, mas a vítima já tem registros pela polícia. Apesar disso, inicialmente, ele foi tratado como vítima nesta operação,” informou o capitão.

A operação resultou na prisão de Alexandre Moisés Monteiro de Sousa, apontado como um dos suspeitos do crime. De acordo com o capitão, ele foi reconhecido pela vítima como o líder da quadrilha.

O caso segue sendo apresentado no 14º Distrito Integrado de Polícia (Dip).

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