O homem identificado como Fernando Colares de Souza, 29, conhecido como ‘Serebo’, acusado de envolvimento no homicídio de Marcelo da Silva Vital, de 40 anos, ocorrido em agosto de 2024 no bairro Jorge Teixeira, se manifestou pela primeira vez sobre o caso durante a apuração das investigações. Em entrevista à delegada Débora Barreiros, responsável pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), ‘Serebo’ negou qualquer envolvimento no crime e afirmou que as informações apresentadas pela polícia estavam equivocadas.
“Não fui eu, tá tudo errado isso aí, doutora”, afirmou o acusado, que foi preso durante a operação da Polícia Civil que desmantelou parte da facção criminosa responsável pelo assassinato de Marcelo.
O crime ocorreu no dia 1º de agosto, quando Marcelo foi abordado por quatro homens armados em sua residência. Segundo a polícia, os criminosos invadiram a casa e exigiram a entrega das chaves de um veículo. Ao se recusar, Marcelo foi agredido fisicamente e baleado, enquanto seu filho foi obrigado a se afastar do pai. Marcelo ficou internado por dez dias, mas não resistiu aos ferimentos.
Dois dos envolvidos no crime, Adriano e Matheus, já haviam sido presos em uma operação relacionada a outro caso de homicídio. As investigações apontam que Lucas “Showa”, um dos líderes de uma facção criminosa da região, teria dado a ordem para o assassinato de Marcelo, após este ter se recusado a colaborar com os criminosos. A Polícia Civil segue atrás de Lucas e outros membros da facção.
Durante sua entrevista à delegada, ‘Serebo’ negou seu envolvimento e reafirmou que as acusações contra ele eram falsas. “Tá tudo errado, não fui eu”, repetiu. A polícia, no entanto, afirmou que a prisão de ‘Serebo’ está baseada em evidências que o ligam ao grupo criminoso responsável pela execução de Marcelo.
A investigação segue em andamento, com a polícia concentrando esforços para identificar todos os envolvidos e responsabilizá-los pelos crimes cometidos. Enquanto isso, a população é orientada a fornecer informações sobre atividades criminosas, com a garantia de anonimato.
A Delegacia de Homicídios segue atuando para esclarecer os casos e garantir que os responsáveis sejam punidos.