Na manhã desta sexta-feira (8), Daniel Solarte Nunes, de 27 anos, foi baleado no bairro Nossa Senhora das Graças, zona centro-sul de Manaus. Segundo informações da 22ª Companhia Interativa Comunitária de Polícia (Cicom), Daniel estava com sua namorada no MIH Bar, localizado na Rua Sumalita, quando se depararam com o ex-namorado da mulher.
O ex-companheiro de sua namorada não aceitava o fim do relacionamento e, ao ver sua ex-namorada com outra pessoa, iniciou uma briga. A situação rapidamente se agravou, e Daniel, atual namorado da mulher, tentou defendê-la. A briga entre os dois escalou para uma luta corporal. Durante o confronto, o homem armado que estava com o ex-namorado disparou contra Daniel, atingindo-o.
Após o ataque, a vítima foi socorrida pela namorada e levada ao Hospital 28 de Agosto, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu. A polícia investiga o caso e segue em busca do autor do disparo, que fugiu do local após o crime.
A hipótese levantada pela polícia é que o crime tenha sido motivado por questões passionais, já que a briga envolveu uma disputa de relacionamento.
Ministério havia condenado bar um dia antes
O Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM) ajuizou uma Ação Civil Pública contra o Município de Manaus e o empreendimento MIH – Atividades de Restaurante Ltda (MIHBar), por suposta prática de poluição sonora e falta de documentação regulamentar. A ação visa apurar o impacto ambiental causado pelo estabelecimento e regularizar sua operação na cidade.
Em caráter de urgência, o MP-AM solicitou a interdição completa do MIHBar até que a empresa comprove a regularidade de suas licenças junto aos órgãos competentes. Entre os documentos exigidos estão a Licença Municipal de Operação, o Alvará de Funcionamento e o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB).
Além da interdição temporária, o MP-AM pediu a condenação da empresa para que ela apresente toda a documentação necessária para regularização, incluindo licenças urbanísticas, sanitárias e ambientais, bem como a Certidão de Uso do Solo. O órgão também solicita uma indenização de R$100 mil, destinada ao Fundo Estadual do Meio Ambiente, por danos morais coletivos causados pela poluição sonora.
O Município de Manaus também é réu na ação, sendo acusado de omissão na fiscalização adequada do estabelecimento. O MP-AM pede que a prefeitura adote medidas eficazes para fiscalizar o funcionamento do MIHBar, visando impedir que o estabelecimento continue a operar irregularmente e evitar novos danos à coletividade.