Tarcísio de Freitas declara interferência do PCC em eleições de SP

Governador de São Paulo alega interferência do PCC nas eleições municipais da capital paulista.
Redação Imediato Online
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No dia de hoje (27), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), fez uma declaração polêmica ao afirmar que o Primeiro Comando da Capital (PCC) teria orientado seus membros a votarem em Guilherme Boulos (PSOL) na eleição para a Prefeitura de São Paulo. A fala ocorreu durante uma conversa com jornalistas após ele ter votado no Colégio Miguel de Cervantes, no bairro do Morumbi.

Tarcísio estava na companhia do atual prefeito, Ricardo Nunes (MDB), candidato à reeleição, e de Tomás Covas, filho do ex-prefeito Bruno Covas, falecido em 2021. Quando questionado sobre a suposta intervenção do PCC nas eleições, o governador mencionou um relatório da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) de São Paulo que teria interceptado mensagens dentro do sistema prisional.

– Houve interceptação de conversas, de orientações que eram emanadas de presídios por parte de uma facção criminosa orientando determinadas pessoas, determinadas áreas a votar em determinados candidatos. Houve essa ação de inteligência, houve essa interceptação – declarou Tarcísio.

Ao ser perguntado especificamente sobre qual candidato foi indicado pelo PCC na capital paulista, ele foi direto: “Boulos.”

A campanha de Guilherme Boulos reagiu rapidamente, divulgando um comunicado em que classifica a declaração do governador como “fake news”. A assessoria do candidato do PSOL reforçou que as alegações de Tarcísio são infundadas e tentam interferir de maneira indevida no processo eleitoral.

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