Na tarde deste sábado (19), o candidato à prefeitura de Manaus, Capitão Alberto Neto, e a vice, Maria do Carmo, chegaram à sede da Polícia Federal (PF) para formalizar uma denúncia contra um portal de notícias e aliados da base do prefeito de Manaus, David Almeida, devido à divulgação de fake news. O portal teria feito uma live na qual afirmava que um galpão com cestas básicas era de domínio do partido Cidadania, cujo presidente estadual é o deputado federal Amom Mandel, que declarou apoio ao capitão recentemente, e que as cestas seriam usadas para a compra de votos.
O episódio gerou grande repercussão na cidade e também revolta, pois não se tratavam de informações verdadeiras, mas de inverdades, como foi defendido pelo próprio presidente do partido, Amom Mandel.
Desta vez, o prefeito é suspeito de ser o mentor intelectual de uma falsa denúncia de compra de votos contra o deputado federal Amom Mandel (Cidadania) e o candidato a prefeito da capital, Alberto Neto (PL), com o objetivo de alterar o curso das eleições de 2024. A acusação gira em torno da distribuição de cestas básicas, supostamente usadas para a compra de votos.
O portal, que recebe consideráveis repasses da Secretaria Municipal de Comunicação, divulgou a informação falsa de que cestas básicas armazenadas em um prédio alugado no bairro Vieiralves pertenceriam ao partido Cidadania, presidido por Mandel, e que seriam usadas por Alberto Neto para a compra de votos. No entanto, a verdade é que os alimentos estavam armazenados no prédio vizinho, pertencente à Secretaria de Estado da Produção Rural (Sepror).
Imagens gravadas nos últimos dias na rua do referido prédio da Sepror registraram uma intensa movimentação de veículos adesivados com a propaganda eleitoral de David Almeida retirando cestas básicas do local. As imagens serão anexadas ao processo judicial que o Cidadania e Alberto Neto devem mover contra os caluniadores.
Para Amom, a confusão foi orquestrada para prejudicar sua imagem e influenciar o eleitorado na reta final do segundo turno das eleições municipais deste ano. “É um ataque à democracia e uma tentativa suja de manipular as eleições com mentiras”, afirmou Amom.