Em uma ação que revela a complexidade de um crime macabro, a Polícia Civil do Amazonas, sob a liderança do delegado Ricardo Cunha, anunciou a prisão de um homem acusado de assassinar seu colega de trabalho em um sítio localizado no Ramal do Pau Rosa, na BR-174. A confissão ocorreu na semana passada, quando um homem que se identificou como Miguel procurou a delegacia para relatar o crime, cometido em dezembro de 2023.
Durante o depoimento, Miguel revelou que a tragédia se desenrolou após um desentendimento entre ele e a vítima, Gerlando, de 43 anos, enquanto ambos consumiam bebidas alcoólicas. Segundo o relato, após um confronto inicial, onde Gerlando se armou com uma espingarda e disparou contra Miguel, este decidiu se vingar. Após o ataque, Miguel aguardou a vítima se afastar e adormecer em seu quarto.

Com um machado em mãos, ele desferiu golpes na cabeça de Gerlando até deixá-lo desacordado. Em seguida, utilizou a própria espingarda da vítima para disparar contra sua cabeça, consumando o ato de violência. Não satisfeito, Miguel enterrou o corpo em uma área de difícil acesso, onde permaneceu oculto por quase um ano.
O caso ganhou notoriedade quando Miguel decidiu se entregar à polícia, revelando detalhes do crime e levando os investigadores ao local onde havia enterrado o corpo. A busca pelo cadáver demandou uma operação complexa, que se estendeu por horas, com a equipe de perícia chegando ao local ao anoitecer.
O delegado Ricardo Cunha ressaltou que não havia registros de desaparecimento de Gerlando, uma vez que seus familiares acreditavam que ele estava em trabalhos rurais. Miguel, por sua vez, continuou trabalhando no sítio após o crime, criando uma narrativa de que Gerlando havia encontrado um novo emprego em Presidente Figueiredo.
“Ele ficou tranquilamente trabalhando, sem discussão. A história dele ganhou credibilidade na comunidade, mas a verdade é que ele assassinou seu colega”, afirmou Cunha.
Agora, o corpo passa por exames de DNA para confirmar a identidade da vítima. O delegado destacou que Miguel demonstrou um desejo de se responsabilizar pelo crime, revelando o peso que a culpa tinha sobre sua consciência.
A Polícia Civil continua a investigar o caso, na expectativa de esclarecer todos os detalhes desse crime chocante que abalou a comunidade local.