Israel afirma que matou líder máximo do Hezbollah durante ataque em Beirute

Tensão entre Israel e Líbano escalada após ataque aéreo que pode ter matado líder do Hezbollah.
Redação Imediato Online
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O exército israelense afirmou que um ataque aéreo realizado na noite desta sexta-feira (27) em Beirute pode ter matado Hassan Nasrallah, líder do grupo Hezbollah. As informações foram divulgadas pelo porta-voz militar de Israel, Avichay Adraee, que declarou que o bombardeio atingiu os subúrbios ao sul da capital libanesa, área onde o Hezbollah tem grande influência.

O Hezbollah, até o momento, não emitiu qualquer declaração oficial confirmando a morte de Nasrallah, que lidera o grupo desde 1992. A operação militar de Israel é parte de uma ofensiva intensificada no Líbano, onde edifícios considerados esconderijos de militantes do Hezbollah foram atingidos. Israel alega que os terroristas utilizam áreas residenciais como escudo humano, complicando a situação de civis que acabam sendo vítimas dos ataques.

Segundo fontes militares israelenses, o número de mortos no ataque aéreo é estimado em pelo menos 300 pessoas, entre militantes e civis, incluindo mulheres e crianças. Desde o início da campanha de bombardeios, na última segunda-feira (23), mais de 700 pessoas já perderam a vida em várias partes do Líbano.

Além de Nasrallah, outro alvo importante foi Muhammad Ali Ismail, comandante da Unidade de Mísseis do Hezbollah no sul do Líbano, que, junto com seu vice, Hussein Ahmad Ismail, também foi morto. A cadeia de comando do Hezbollah está, aparentemente, incomunicável, segundo fontes do grupo, mas ainda não há confirmação oficial sobre a morte de Nasrallah.

Em resposta aos ataques israelenses, o Hezbollah lançou dezenas de foguetes contra o norte de Israel, atingindo áreas residenciais. Um dos projéteis caiu sobre uma casa na cidade de Safed, perto da fronteira com o Líbano, ferindo uma mulher.

O primeiro-ministro do Líbano, Najib Mikati, que estava em Nova York para a Assembleia Geral da ONU, retornou ao seu país após os bombardeios. Mikati condenou os ataques, acusando Israel de travar uma “guerra genocida” e ignorar os esforços internacionais por um cessar-fogo.

A situação permanece tensa, com ambos os lados trocando ataques enquanto a comunidade internacional tenta mediar uma solução para o conflito que ameaça se intensificar ainda mais.

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