PAÍS | O estado de saúde da criança, de 4 anos, esfaqueada pelo próprio pai enquanto dormia na madrugada de quarta-feira (25), foi atualizado pela mãe do menino que relatou que o filho encontra-se fora de perigo. O crime aconteceu no bairro da Calçada, em Salvador e teria sido motivado por ciúmes. A criança havia passado por uma cirurgia no Hospital Geral do Estado (HGE).
A mãe identificada como Jenifer do Carmo, relatou que o estado de saúde criança não é mais considerado grave, que ele já estado acordado e conseguindo se alimentar. “O estado do meu filho, graças a Deus, não é grave, ele está bem, está comendo, está falando e dormindo direitinho”, disse a mãe.

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Sobre a relação de Adilson Gomes Pereira dos Santos, com seu filho, a mãe relatou que ninguém imaginou que ele fosse capaz de realizar o crime. “Era uma coisa que ninguém esperava, e ele falou pra mim que ia ficar com o filho dele, que ele amava o filho dele”. Em relação a motivação do crime, Jenifer contou que Adilson não aceitava o fim do relacionamento. “A gente tinha dois meses separado, só que ele não aceitava o término”.
O CASO
Um homem esfaqueou o próprio filho, de 4 anos, na madrugada desta quarta-feira (25), no bairro da Calçada, em Salvador. A vítima foi levada para o Hospital Geral do Estado (HGE), passou por uma cirurgia e o quadro de saúde é considerado estável.
Uma testemunha, que preferiu não se identificar, relatou que o homem, identificado como Adilson Gomes Pereira dos Santos, afirmou ter sido abandonado pela companheira há cerca de dois meses e, por causa disso, decidiu matar o próprio filho enquanto ele dormia. No entanto, se arrependeu e tentou tirar a própria vida.
De acordo com informações da Polícia Civil, os dois foram socorridos para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Santo Antônio. No entanto, a criança precisou ser transferida para o HGE.
Após receber atendimento médico, o homem foi preso e encaminhado para a Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra a Criança e ao Adolescente (Dercca), onde realizou exames de corpo de delito.
Em seguida, foi levado para a Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR), na Baixa do Fiscal, e segue à disposição da Justiça. Ao chegar no local, questionado por quê teria cometido o crime, o homem afirmou ter agido por “desespero”.
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