Na tarde desta quarta-feira, a equipe de reportagem esteve na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DHS), localizada na Zona Leste de Manaus, para acompanhar o desenrolar do caso da babá Geovana Costa Martins, de 20 anos, encontrada morta em uma área de mata no bairro Tarumã, Zona Oeste de Manaus, no dia 20 de agosto.
O principal suspeito, Antônio Chelton de Oliveira Lopes, de 25 anos, foi preso e está à disposição da Justiça, acusado de participação no homicídio e na ocultação do corpo de Giovana. A jovem foi dada como desaparecida no dia 19 de agosto, e seu corpo foi encontrado no dia seguinte, em circunstâncias que chocaram a comunidade.
Antônio Chelton, em sua defesa, negou envolvimento no crime e apontou como culpado Eduardo, um homem que está sendo procurado pela polícia. Segundo Chelton, sua única ligação com o caso seria o aluguel de um carro pertencente a Eduardo. “Eu sou vítima do Eduardo. Se ele se diz tão inocente, por que ele não aparece?”, questionou o suspeito, que reforçou várias vezes não ter conhecido Giovana nem sua patroa, Camila Barroso da Silva, de 33 anos, também presa pelo crime.
A investigação policial revelou que Giovana trabalhava como babá na casa de Camila, contratada para cuidar da filha da suspeita. No entanto, as investigações apontam que a jovem pode ter sido mantida em cárcere privado e forçada a uma vida de festas, drogas e prostituição. Camila foi presa no dia 28 de agosto, acusada de ser a mandante do crime.
Enquanto o depoimento de Antônio Shelton tenta afastar sua responsabilidade, as autoridades continuam em busca de Eduardo, que seria o terceiro envolvido no caso. “Eu alugava o carro do Eduardo, mas nunca tive nada com Giovana ou Camila”, reiterou Shelton. A polícia segue apurando os detalhes do caso, enquanto o suspeito permanece sob custódia.
O delegado responsável pelo caso deve conceder uma coletiva de imprensa em breve para esclarecer mais detalhes e informar sobre o andamento das investigações.