Caso Geovana: babá foi arrastada da casa de amiga por ordem da patroa e morta em seguida

Novos detalhes revelados sobre o assassinato de Geovana, jovem babá morta após ser arrastada da casa de amiga por ordem da patroa.
Redação Imediato Online
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A Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) divulgou novos detalhes sobre o assassinato de Geovana Costa Martins, de 20 anos, crime que chocou a população de Manaus em agosto. Geovana foi encontrada morta no dia 20 de agosto, com sinais de espancamento e agressões físicas. O laudo pericial indicou que a causa da morte foi asfixia, sendo que o reconhecimento do corpo da vítima só ocorreu cinco dias depois, em 25 de agosto.

Em coletiva de imprensa, os delegados responsáveis pelo caso esclareceram que as investigações avançaram consideravelmente desde a prisão da primeira suspeita, Camila, patroa de Giovanna. De acordo com os investigadores, Camila tinha um controle excessivo sobre a jovem, mantendo-a presa em promessas e dívidas, o que dificultava qualquer tentativa de Giovanna de retomar sua liberdade. A relação tóxica e abusiva culminou na morte da jovem.

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As autoridades acreditam que Camila não agiu sozinha. A delegada Marília Campelo, que também está à frente das investigações, afirmou que foi identificada a participação de mais dois suspeitos no crime: Antônio Chelton de Oliveira e Eduardo Gomes da Silva, ambos com envolvimento direto na morte e ocultação do cadáver da vítima. Chelton já foi preso, enquanto Eduardo permanece foragido.

Reconstituição dos Fatos

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Testemunhas confirmaram que, no dia 18 de agosto, um dia antes de sua morte, Geovana foi arrastada de dentro da casa de uma amiga por Camila e um homem ainda não identificado, que pode ser Chelton ou Eduardo. Naquele mesmo dia, uma foto da jovem, visivelmente debilitada e cheia de hematomas, foi tirada, sugerindo que ela passou por um espancamento como forma de castigo.

“No dia 19, Geovana foi morta por asfixia. Há indícios claros da participação de Camila e do envolvimento de pelo menos mais duas pessoas nesse crime bárbaro”, disse a delegada Marília. O depoimento de Antônio Chelton, que tenta colocar toda a culpa em Eduardo, não convenceu os investigadores, uma vez que provas técnicas apontam para a participação de ambos no caso. “O veículo usado para transportar Geovana passou por várias localidades antes de ir ao Tarumã, onde o corpo foi encontrado. Temos indícios de que Eduardo estava envolvido diretamente”, afirmou a delegada Marília Campelo.

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