A base de apoio do prefeito David Almeida sofreu uma derrota na Justiça Estadual após quatro vereadores terem o pedido liminar negado em um mandado de segurança que impetraram contra a abertura de investigações na Câmara Municipal de Manaus (CMM). A investigação visa apurar pagamentos suspeitos relacionados à atual administração. Além disso, os autores da ação acabaram abandonando o processo.
A decisão foi do desembargador de plantão Henrique Veiga Lima, que entendeu não ser possível analisar o pedido de urgência feito pelos vereadores Gilmar Nascimento (Avante), Dr. Eduardo Assis (Avante), Jander Lobato (PSD) e Wallace Oliveira (DC). Segundo o magistrado, a matéria requer uma análise mais detalhada e não configura um caso de urgência que justificasse a atuação imediata do plantão judiciário.
“A questão apresentada exige uma avaliação mais aprofundada, o que foge ao escopo da atuação do plantonista em casos de urgência”, destacou o desembargador em seu relatório. Ele também ressaltou que não se tratava de um assunto que não pudesse aguardar o trâmite regular do expediente.
Com a negativa ao pedido liminar, as CPIs continuam seus trabalhos normalmente. Entre os depoentes já convocados para a CPI dos Contratos estão figuras como a noiva, a sogra do prefeito e a secretária municipal de Educação, Izabelle Fontenelle. Há também a CPI da Semcom, referente a uma denúncia de possível propina paga a um site de notícias local.
Vereadores desistem da ação
Após a decisão desfavorável do desembargador, os quatro vereadores protocolaram oficialmente a desistência da ação. De acordo com analistas políticos, isso reforça a tese de que o processo tinha como objetivo apenas a suspensão temporária das investigações.
Embora os vereadores pudessem continuar aguardando o julgamento do mérito, uma análise mais detalhada poderia expor inconsistências no pedido inicial, conforme apontado pelo magistrado.
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