Seca extrema: Rio Negro já desceu quase 4 metros somente em Setembro

Nível do Rio Negro atinge mínimos históricos, afetando abastecimento e modo de vida das comunidades ribeirinhas.
Redação Imediato Online
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A seca que afeta o Amazonas tem se agravado de forma alarmante. O Rio Negro, um dos principais rios da região, continua a baixar a cada dia, atingindo nesta terça-feira (17) a marca de 15,77 metros, colocando em alerta a população ribeirinha e as autoridades. Este nível é um dos mais baixos já registrados para esta época do ano, refletindo a gravidade da estiagem que impacta o estado.

Desde o início de setembro, o rio vem apresentando uma queda significativa. No dia 1º de setembro, o Rio Negro estava em 19,73 metros. A cada dia, o nível vem diminuindo progressivamente, atingindo 15,77 metros hoje. A rápida descida preocupa, especialmente porque estamos apenas no começo do período crítico de seca, que se estende até o final do ano. Em comparação, no mesmo período em 2023, a descida foi mais lenta, e a cota mínima só foi registrada em outubro.

Essa situação não afeta apenas o abastecimento de água e a navegabilidade dos rios, mas também compromete o modo de vida de comunidades ribeirinhas, que dependem diretamente dos recursos hídricos para subsistência e transporte. As dificuldades no acesso à água potável, a morte de peixes e os impactos na agricultura agravam ainda mais a crise, deixando milhares de famílias vulneráveis.

Impactos no turismo e na economia local

Seca

Além disso, a praia da Ponta Negra, um dos principais pontos turísticos de Manaus, foi interditada para banhistas nesta terça-feira, seguindo orientações de segurança. De acordo com um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado em 2013, a interdição é obrigatória quando o nível do Rio Negro atinge 16 metros, como medida de prevenção contra acidentes. O prefeito David Almeida anunciou a interdição após o rio descer para 15,77 metros, tornando o mergulho arriscado devido às condições da margem e do leito do rio.

Com a seca severa, a economia local também começa a sentir os impactos. As comunidades ribeirinhas, que dependem da pesca, do turismo e da agricultura, enfrentam enormes dificuldades para manter suas atividades. A navegação nos rios, principal via de transporte para muitas localidades do interior, está cada vez mais difícil, com embarcações encalhando em bancos de areia e isolando comunidades inteiras.

Situação de emergência e ações governamentais

Diante dessa situação, o prefeito de Manaus decretou estado de emergência no dia 11 de setembro, para viabilizar ações de apoio às populações afetadas e permitir que o município tenha acesso a recursos federais. Além da capital, várias cidades do interior do Amazonas também estão em estado de emergência devido à seca, que já é considerada uma das piores dos últimos anos.

O Governo Federal e o Governo do Amazonas estão mobilizando equipes para fornecer ajuda humanitária às comunidades mais impactadas, com distribuição de água potável, cestas básicas e assistência médica. No entanto, a logística complicada e o vasto território do estado tornam a resposta lenta em algumas áreas mais isoladas.

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