Brasil mira 50% de veículos eletrificados até 2030 revela plano da Anfavea

Setor automotivo brasileiro traça metas ambiciosas para eletrificação da frota, com projeções de 50% de veículos elétricos e híbridos até 2030.
Redação Imediato Online
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O cenário automotivo brasileiro está passando por uma transformação significativa, com projeções ambiciosas para a eletrificação da frota nacional. A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) traçou metas audaciosas para 2030, visando alcançar 1,5 milhão de unidades vendidas anualmente entre veículos semi-híbridos, híbridos e elétricos. Isso representaria mais da metade das vendas totais, com perspectivas de atingir 90% em 2040.

Esse plano evolutivo, em vez de disruptivo, leva em conta as peculiaridades do mercado brasileiro. O país, com suas dimensões continentais, favorece a adoção de híbridos flex sobre os puramente elétricos, uma estratégia que se mostra não apenas inteligente, mas também realista.

O Brasil tem se destacado globalmente ao apresentar cálculos de emissões de CO2 da fonte à roda, uma abordagem mais holística que alguns mercados europeus têm relutado em adotar. Esta visão abrangente coloca o país em vantagem na corrida pela descarbonização efetiva do setor automotivo.

No cenário atual, o mercado apresenta sinais positivos. A produção de veículos leves e pesados atingiu 259.613 unidades em agosto, um aumento de 14,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, marcando o melhor desempenho desde outubro de 2019, antes da pandemia.

Entretanto, o setor enfrenta desafios. As exportações, embora tenham reagido positivamente em comparação com agosto de 2023, ainda mostram uma queda significativa no acumulado do ano. Em contrapartida, as importações dispararam, crescendo 35% nos primeiros oito meses de 2024 em comparação com 2023.

Um ponto de atenção é o expressivo estoque de 86.000 veículos elétricos e híbridos, majoritariamente importados da China, suficiente para nove meses de vendas. Esta situação levou a Anfavea a solicitar a antecipação da recomposição do imposto de importação para 35%, atualmente em 18%, uma medida que visa equilibrar o mercado, mas que enfrenta resistências diplomáticas.

O perfil de vendas de agosto revela uma predominância ainda forte dos veículos flex (80,3%), seguidos por diesel (9,6%), com os veículos eletrificados (híbridos e elétricos) somando 6,6% do mercado. Notavelmente, os híbridos superaram os elétricos puros em vendas.

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