Ayan Ferreira de Souza, terceiro suspeito pela morte do motorista Jones Mota, é preso em Manaus

Último suspeito de linchamento de motorista é preso em Manaus após intensa 'caçada' da polícia.
Redação Imediato Online
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Ayan Ferreira de Souza, o último suspeito procurado pela morte do motorista Jones Mota, foi preso na manhã desta terça-feira (3), em Manaus. O crime ocorreu no dia 29 de agosto de 2024, na Zona Leste da cidade.

De acordo com as investigações, Ayan, junto com outros dois suspeitos, identificados como Francisco e Ferreirinha, que já estão presos, teria arrancado a vítima de dentro de um carro e a espancado até a morte na avenida Autaz Mirim, no bairro Jorge Teixeira.

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Durante uma coletiva realizada ontem (2), o secretário de Segurança Pública do Amazonas, Vinicius Almeida, declarou que a polícia estava intensificando a busca por Ayan e não iria cessar a “caçada” ao suspeito.

“Ayan, se entregue, porque nós vamos lhe buscar aonde você estiver. Você pode se meter debaixo da cama da sua mãe, você pode sair da cidade de Manaus, mas nós vamos te buscar. Então se entregue, a população vai ajudar e nós iremos atrás de você. Você tem a chance de se entregar, procure seus advogados, porque nós vamos caçar e você vai pagar por essa barbárie”, afirmou o secretário.

Segundo o delegado Ricardo Cunha, titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), o crime foi motivado por um incidente de trânsito. Jones Mota se envolveu em uma pequena colisão no bairro Armando Mendes, também na Zona Leste, e foi perseguido por um grupo de motociclistas até ser brutalmente assassinado.

Relembre o caso

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Conforme o delegado Ricardo Cunha, o caso ganhou destaque após um vídeo do linchamento, com cenas de extrema violência, circular nas redes sociais. Nas imagens, a vítima é brutalmente espancada por vários motociclistas, sendo retirada de seu veículo e agredida até a morte, sem chance de defesa. As filmagens foram essenciais para a investigação, permitindo à polícia identificar os envolvidos.

“Este caso teve repercussão nacional e chocou a população, especialmente aqueles que foram confrontados com cenas de barbárie. A indignação popular foi fundamental para a identificação rápida dos suspeitos, que nos forneceram todas as informações necessárias”, relatou Cunha.

Ayan Ferreira de Souza será encaminhado à sede da DEHS, onde permanecerá à disposição da Justiça para os procedimentos legais.

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