Familiares de Arthur Fagner da Silva, biomédico de 33 anos encontrado morto na última terça-feira (20), pediram que amigos que estiveram com ele na última festa não compareçam ao velório, marcado para esta sexta-feira (23) na Funerária Almir Neves, no bairro Centro, zona sul de Manaus.
O corpo de Arthur, em avançado estado de decomposição, foi encontrado em uma área de mata próxima à Praia Dourada, no bairro Tarumã, zona oeste da cidade. O Instituto Médico Legal confirmou a identidade da vítima, que estava desaparecida desde a madrugada de segunda-feira (19). A identificação foi baseada na semelhança entre as roupas encontradas no corpo e as que Arthur usava quando foi visto pela última vez.
Arthur foi visto pela última vez em um bar na mesma área onde o corpo foi encontrado. Uma prima da vítima confirmou que o corpo estava vestido com uma calça e tênis semelhantes aos usados por Arthur, e a última localização de seu celular também estava próxima ao local do corpo.
Uma amiga de Arthur relatou que ele estava em uma casa de eventos na Avenida do Turismo por volta das 3h30 da manhã, acompanhado de um homem desconhecido. Esse homem, que estava dirigindo a moto de Arthur, foi visto saindo do evento com ele e compareceu à delegacia para entregar a moto e prestar esclarecimentos.

O corpo encontrado apresentava sinais de tortura e uma camisa rosa estava enrolada ao redor do pescoço, coincidindo com a roupa usada pelo suspeito que esteve com Arthur.
Em um áudio vazado, um familiar expressou: “Não queremos essas pessoas por perto. Eles estiveram com ele no domingo, mas neste momento não queremos que estejam presentes. Queremos ao nosso lado pessoas que realmente se importavam com ele e cuidavam dele nas festas. Sabíamos que ele não podia dirigir, então sempre o colocávamos em um Uber. Ele era teimoso, mas nós cuidávamos dele.”
