Fumaça em Manaus reflete pior temporada de queimadas na região Norte em 17 anos

Fumaça da pior temporada de queimadas na Amazônia em 17 anos afeta diversas regiões do país.
Redação Imediato Online
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O céu acinzentado que cobre Manaus é o reflexo de uma das piores temporadas de queimadas na Amazônia dos últimos 17 anos. Desde o início de 2024, mais de 59 mil focos de incêndio foram registrados em mais de mil municípios brasileiros, o maior número desde 2008.

Além da Amazônia, regiões como o Pantanal, Rondônia e a Bolívia também enfrentam graves incêndios florestais. A fumaça gerada por esses incêndios forma uma densa camada que se espalha pela atmosfera, criando o que especialistas chamam de “corredor de fumaça”, afetando diversas partes do Brasil.

Estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Acre, Rondônia, oeste do Paraná, parte de Minas Gerais, trechos de São Paulo e o próprio Amazonas já estão sofrendo as consequências dessas queimadas. A Amazônia Legal, por exemplo, registrou mais de 22 mil focos de incêndio apenas em agosto, comparado a 12 mil no mesmo período de 2023. Este é o cenário mais crítico para a floresta desde 2007.

Seca Agrava Situação

A seca prolongada tem sido um fator decisivo para o agravamento dos incêndios. Tradicionalmente, a temporada de estiagem ocorre entre agosto e outubro, com o pico em setembro. No entanto, em 2024, a seca começou ainda mais cedo, em julho, contribuindo para o aumento dos focos de incêndio.

Fenômenos climáticos como o El Niño e o aquecimento das águas do Atlântico têm causado um déficit hídrico significativo, reduzindo a umidade e elevando as temperaturas. Segundo o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), mais de mil cidades no Brasil enfrentam algum nível de estiagem, variando de moderada a severa. Na Amazônia, mais de 60% dos municípios estão em situação crítica, o que torna o território ainda mais vulnerável ao avanço das chamas.

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