Manifestações contra Maduro na Venezuela terminam com 749 detidos e quatro mortos

Manifestações contra a reeleição do presidente Nicolás Maduro na Venezuela resultam em centenas de detenções e mortes.
Redação Imediato Online
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Até esta terça-feira (30), pelo menos 749 pessoas foram detidas durante os protestos contra a reeleição do presidente Nicolás Maduro em várias cidades da Venezuela, conforme informou o procurador-geral do país, Tarek William Saab.

Saab relatou que um grupo de manifestantes envolveu-se em atos violentos e de vandalismo, lançando pedras e coquetéis molotov contra as forças militares.

O Ministério Público da Venezuela está acompanhando as manifestações contra Maduro e pode prender aqueles que se envolverem em violência durante protestos que contestam os resultados das eleições de domingo (28).

Organizações não governamentais (ONGs) reportaram que quatro pessoas morreram e outras 44 ficaram feridas durante as manifestações. Os protestos surgiram em resposta à vitória de Maduro nas eleições, que ocorreu em meio a pedidos da oposição e da comunidade internacional para que fossem divulgadas as contagens completas dos votos.

María Corina Machado e Edmundo González, líderes da oposição, participaram de um protesto em frente à sede da ONU em Caracas na tarde de terça-feira (30). Durante o ato, Machado reiterou a alegação de que González venceu a eleição com 70% dos votos.

De acordo com a ONG Pesquisa Nacional de Hospitais, que monitora a crise hospitalar na Venezuela, uma das mortes ocorreu em Caracas e as outras duas em Aragua, no centro do país. A ONG Foro Penal relatou uma morte em Yaracuy, no noroeste.

Em várias regiões do país, as manifestações foram dispersadas pelas forças de segurança. Em Caracas, manifestantes foram bloqueados por homens mascarados e armados a poucos quarteirões do Palácio Miraflores, sede do governo. Testemunhas relataram que o grupo de manifestantes gritava slogans como “liberdade” e “este governo vai cair”.

Protestos semelhantes ocorreram em Coro, onde uma estátua do ex-presidente Hugo Chávez foi derrubada, e em Maracay, onde as forças de segurança usaram gás lacrimogêneo contra os participantes.

A autoridade eleitoral nacional anunciou pouco após a meia-noite de segunda-feira que Maduro venceu o terceiro mandato com 51% dos votos.

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