Venezuela expulsa diplomatas de sete países após controvérsia eleitoral

Governo venezuelano expulsa diplomatas de 7 países após contestação das eleições presidenciais.
Redação Imediato Online
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Caracas, 29 de julho de 2024 — Em um movimento de retaliação às críticas internacionais sobre a transparência das recentes eleições, o presidente reeleito da Venezuela, Nicolás Maduro, ordenou a expulsão do corpo diplomático de sete países. A medida, anunciada nesta segunda-feira (29) pelo ministro das Relações Exteriores, Yvan Gil, afeta os diplomatas e funcionários de embaixadas e consulados da Argentina, Chile, Costa Rica, Peru, Panamá, República Dominicana e Uruguai.

O comunicado divulgado no X (antigo Twitter) afirma que a decisão é uma resposta à “interferência” desses países nos assuntos internos da Venezuela. “A Venezuela expressa a sua mais firme rejeição às ações e declarações interferentes de um grupo de governos de direita, subordinados a Washington,” declarou Gil.

A expulsão ocorre após o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) anunciar a vitória de Maduro em um terceiro mandato presidencial. Diversos líderes internacionais questionaram a legitimidade do pleito, levantando preocupações sobre a transparência e a imparcialidade do processo eleitoral. A reação global tem sido marcada por desconfiança e críticas, com muitos acusando o governo de Maduro de práticas autoritárias e manipulação eleitoral.

Em sua primeira declaração após a reeleição, Maduro defendeu a integridade do sistema eleitoral venezuelano e pediu que países vizinhos e estrangeiros respeitem a soberania da Venezuela. “Nosso sistema eleitoral é extremamente confiável e não deve ser submetido a questionamentos externos,” afirmou o presidente reeleito.

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