Neste domingo (28), a Venezuela realiza uma eleição presidencial marcada pela incerteza, mas com a oposição mais otimista do que em muitos anos. Cerca de 21 milhões de venezuelanos estão aptos a votar em um cenário político turbulento.
O atual presidente, Nicolás Maduro, de 61 anos, busca seu terceiro mandato. Ele está no poder há 11 anos, tendo assumido a presidência em 2013 após a morte de Hugo Chávez. Naquela ocasião, Maduro venceu por uma margem estreita de votos.
A eleição deste domingo é diferente de todas as anteriores enfrentadas pelo partido governista desde que Chávez foi eleito em dezembro de 1998, iniciando a transição do país para o que chamou de “socialismo do século 21”.
Candidato da oposição
O principal adversário de Maduro é Edmundo González Urrutia, de 74 anos, representando a Plataforma Unitária Democrática, uma coalizão de oposição. González é a terceira escolha da oposição, após as candidaturas de María Corina Machado e Corina Yoris serem barradas pela Justiça.
Com uma carreira diplomática que inclui a embaixada na Argélia (1991-1993) e na Argentina (1999-2002) no início do governo Chávez, González atuou recentemente como conselheiro de relações internacionais da oposição. Confirmado como candidato apenas em abril, ele realizou seu primeiro ato de campanha em maio. As pesquisas indicam que González possui entre 60% e 65% das intenções de voto, em grande parte devido ao apoio transferido de Machado. Maduro, por outro lado, está entre 20% e 30%.
Além desses, há outros candidatos menores que não ultrapassam 2% das intenções de voto.
Cenário Eleitoral
A eleição deste domingo representa um momento crucial para a Venezuela, com a oposição vislumbrando uma chance real de mudança após mais de duas décadas de domínio chavista. As urnas podem trazer um novo capítulo para o país, que enfrenta desafios econômicos e políticos significativos.