A participação de Arthur Nory nas Olimpíadas de Paris chegou ao fim, mas o ginasta brasileiro, aos 30 anos, deixou claro que sua jornada nos Jogos Olímpicos está longe de terminar. Visivelmente emocionado, Nory chegou à área de imprensa com lágrimas nos olhos e chorou ao expressar sua tristeza pela eliminação. No entanto, ele prometeu voltar mais forte para mais um ciclo olímpico.
“Eu me sinto muito mal, muito mesmo. E acho que isso é pior do que qualquer crítica. Agora é colocar a cabeça no lugar, o que só o tempo vai permitir. Sei a força que tenho para me levantar. Há um propósito, uma força surreal que me dá a capacidade de aguentar, e eu vou aguentar, vou me levantar e vou dar a cara para bater de novo,” afirmou Nory, entre lágrimas.
Nory era um dos favoritos a conquistar uma medalha na barra fixa, o único aparelho em que competiu. Ele foi campeão mundial em 2019, medalhista no Mundial de 2022 e finalista em 2023, além de vencedor do Pan. Este ano, ocupou a terceira posição na temporada de Copas do Mundo.
No entanto, como os desempenhos na barra fixa têm sido equilibrados, Nory precisava apresentar sua melhor série nas eliminatórias, arriscando uma das apresentações com maior grau de dificuldade do mundo. Logo no início, cometeu um erro. Ao tentar corrigir, perdeu o embalo.
“Não desci do aparelho porque sei que, quando vai muito longe, não tem como arrumar. E quando você vai um pouco para cima, consegue consertar. Fui para cima demais do aparelho, peguei muito perto, e é uma fração. Tentei arrumar, mas estava um pouco desequilibrado e segui até o fim,” explicou Nory.
Apesar de terminar a apresentação sabendo que suas chances de chegar à final eram mínimas, Nory concluiu sua rotina e recebeu a nota 12,900, ficando na 14ª colocação. Apenas os oito primeiros se classificam para a final, e ainda restavam muitos competidores para se apresentar em outros dois grupos.