De ricaça na Forbes a falência: a face oculta da herdeira da Suzano

Revelações sobre o uso de 'laranjas' e desvio de responsabilidades por parte da família Feffer, dona da Suzano, uma das maiores fabricantes de celulose do país.
Redação Imediato Online
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A história que você compartilhou é um complexo enredo de fraudes corporativas, uso de laranjas e desvio de responsabilidades que revela uma trama de manipulação e abuso por parte de uma das famílias mais ricas do Brasil.

O caso gira em torno da Mercante de Papéis, uma empresa ligada ao império da família Feffer, dona da Suzano, uma das maiores fabricantes de celulose do mundo. Fundada nos anos 1920 por Leon Feffer, a Suzano começou com o comércio de papel e se expandiu para uma multinacional. Em 1986, Lisabeth Sander, neta de Leon Feffer, e seu marido fundaram a Telex Sander Bobinas de Papel, que mais tarde se tornou a Mercante de Papéis.

À medida que a empresa se desvinculava da Suzano, a Mercante de Papéis enfrentou problemas. Lisabeth estabeleceu uma nova empresa chamada Nova Mercante e a antiga Mercante foi deixada com passivos tributários e trabalhistas.

Para se livrar dessas dívidas, foram inseridos nomes de pessoas desconhecidas e humildes como sócios da antiga Mercante, incluindo Sonia Guimarães, uma professora aposentada, e outros indivíduos como Joaquim José da Rocha, um pedreiro.

Em 2002, Sonia Guimarães denunciou que estava sendo notificada pela Receita Federal sobre uma dívida de R$ 1,5 milhão, sem nunca ter participado da empresa. Outras pessoas também relataram que haviam sido usadas como laranjas sem seu conhecimento.

A denúncia gerou um inquérito na Delegacia de Santana do Parnaíba, mas, aparentemente, a investigação não teve uma conclusão definitiva. O delegado responsável, Luis Hellmeister, não se lembrava do caso, e os registros mostram que as declarações não levaram a uma resolução clara.

O caso exemplifica como grandes corporações podem, em alguns casos, utilizar métodos questionáveis para se esquivar de responsabilidades fiscais e legais, muitas vezes prejudicando indivíduos comuns no processo. A inclusão de pessoas sem seu conhecimento no quadro de sócios e o abandono de passivos tributários são práticas que refletem a complexidade e a potencial falta de ética em algumas operações empresariais.

Além disso, mostra como o sistema judicial e investigativo pode ser lento e ineficaz em lidar com tais questões, especialmente quando envolvem grandes fortunas e influentes famílias empresariais.

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