María Corina Machado, principal opositora do presidente venezuelano Nicolás Maduro, denunciou um atentado contra ela e sua equipe em Barquisimeto, estado de Lara, ocorrido na madrugada de quarta para quinta-feira. Segundo Machado, agentes do governo vandalizaram os dois carros de sua comitiva e sabotaram os freios cortando as mangueiras. Ela acusou diretamente o regime de Maduro pela violência, afirmando que estão determinados a intimidar e prejudicar a oposição.
O governo Maduro não se manifestou a respeito da denúncia até a última atualização desta reportagem.
Corina Machado foi impedida de concorrer nas eleições em janeiro, quando sua candidatura foi barrada pelo Supremo Tribunal de Justiça venezuelano, alinhado a Maduro. Na época, ela era a favorita nas pesquisas de intenção de voto.
No entanto, Corina Machado continua ativa e é uma das principais promotoras da campanha de Edmundo González, o ex-diplomata escolhido pela coalizão de partidos opositores a Maduro.
A Venezuela promove eleições no dia 28 de julho sob desconfiança da comunidade internacional de que o regime de Nicolás Maduro não assegure votações livres e democráticas —o que contraria um compromisso formal assinado em outubro de 2023. O governo venezuelano recusou a presença de uma comitiva independente da União Europeia no país para observar as eleições.
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Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal