Bruno Resende Rabello, procurador do estado, envolvido em polêmica após confronto com funcionária de cinema.
Na última segunda-feira (8/7), um incidente envolvendo Bruno Resende Rabello, procurador da Advocacia-Geral de Minas Gerais (AGE-MG), chocou frequentadores de um shopping em Belo Horizonte. De acordo com relatos e imagens de câmeras de segurança, Bruno foi flagrado tentando agredir uma funcionária do Cinemark, localizado em um bairro nobre da capital mineira.
O motivo do conflito foi a recusa da funcionária em atender a uma exigência fora dos padrões do serviço prestado pelo cinema: levar pipoca até a sala onde Bruno estava. Este serviço não estava incluído nas responsabilidades da funcionária, o que teria desencadeado a reação agressiva do procurador.
Segundo o boletim de ocorrência, Bruno começou a esmurrar a porta e exigir o atendimento enquanto filmava a funcionária, que se recusou a ser filmada. Em meio à discussão, ele teria proferido insultos, cuspido no rosto da moça e tentado agredi-la fisicamente em pelo menos três ocasiões.
O gerente do cinema acionou a polícia, mas Bruno conseguiu fugir do local antes da chegada das autoridades. No entanto, sua identidade foi posteriormente descoberta através da nota fiscal da compra, que continha seu CPF.
A Cinemark lamentou o ocorrido e assegurou estar prestando todo o apoio necessário à funcionária agredida, colaborando plenamente com as investigações ao fornecer imagens de segurança às autoridades.
A AGE-MG, por sua vez, declarou não compactuar com desvios de conduta de seus integrantes, mesmo fora das atribuições institucionais, garantindo o direito ao contraditório e à ampla defesa para Bruno Resende Rabello. Atualmente, Bruno ocupa o cargo de procurador do estado de Minas Gerais, com salário bruto mensal superior a R$ 32 mil.
O caso está sob investigação, e Bruno Resende Rabello poderá enfrentar acusações relacionadas à agressão, além de eventuais medidas disciplinares por parte da AGE-MG.