Na Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC) Brasil 2024, realizada em Balneário Camboriú neste final de semana, Anelin Suárez, ativista política da Bolívia e representante da Associação Ana Bárbara, expôs duras críticas ao governo de esquerda boliviano. Ela acusou o governo de esquerda na Bolívia de ter realizado um autogolpe com o objetivo de eliminar as Forças Armadas do país.
Segundo Suárez, esse movimento visava consolidar o poder político e controlar a instituição militar de forma a suprimir oposições e perpetuar o governo atual.
“A situação na Bolívia é alarmante. O que ocorreu foi um verdadeiro autogolpe da esquerda, que está tentando acabar com as estruturas democráticas do país, incluindo as Forças Armadas, para manter-se no poder”, afirmou Suárez durante sua intervenção na CPAC Brasil. Ela destacou que essa ação tem gerado uma onda de repressão política, resultando na prisão arbitrária de mais de 200 indivíduos considerados presos políticos, entre eles governadores eleitos democraticamente.
Além disso, a ativista criticou a visita anunciada do presidente Lula (PT) à Bolívia em 9 de julho, descrevendo-a como uma tentativa de simular reconciliação e normalidade democrática. “Lula está indo à Bolívia para uma encenação de paz entre o atual governo e a oposição, mas isso não passa de um teatro para encobrir a realidade de um regime autoritário que reprime seus próprios cidadãos”, declarou Anelin Suárez.
Suárez também enfatizou os problemas sociais enfrentados pela Bolívia sob a administração de Luis Arce Catacora, citando a escassez de gás, combustível, diplomacia, segurança, educação e saúde como indicativos de uma crise profunda no país.
“A população boliviana está sofrendo profundamente com a falta de recursos básicos e serviços essenciais. A baixa popularidade do presidente Luis Arce reflete o descontentamento generalizado com as políticas e a gestão atual”, acrescentou Suárez.
A Associação Ana Bárbara, cujo trabalho se concentra na defesa dos direitos das mulheres bolivianas no Brasil e na promoção da liberdade política na Bolívia, tem sido uma voz ativa contra as violações dos direitos humanos e das liberdades civis no país vizinho. “Estamos aqui para denunciar essas violações e para pedir apoio internacional na luta pela restauração da democracia na Bolívia”, enfatizou a ativista da direita boliviana.
A presença de Suárez na CPAC Brasil 2024 destaca a importância de ampliar a conscientização internacional sobre a crise política na Bolívia e reforçar o apoio às iniciativas que promovam a democracia e os direitos humanos no país andino.
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*Com informações do Site O Poder