Na manhã fatídica de quinta-feira, Viçosa do Ceará foi palco de uma tragédia que chocou a comunidade local e reverberou dor e desespero entre as famílias das vítimas. Sete pessoas perderam suas vidas e duas ficaram feridas após um ataque violento na Praça Clóvis Beviláqua, situada no centro do município.
Otilde Andrade, mãe de Isamara de Sousa Rodrigues, uma das vítimas fatais, teve seu mundo despedaçado da forma mais cruel possível. Ela soube da chacina ao acordar e imediatamente procurou por sua filha, que morava próxima a ela, mas não a encontrou em casa. Com o coração angustiado, dirigiu-se à praça onde o terrível crime ocorreu, na esperança de encontrar sua filha ilesa. No entanto, o nome de Isamara não constava entre as vítimas listadas no local.
Sem perder tempo, Otilde dirigiu-se a um hospital da cidade, ainda na esperança de encontrar sua filha entre os feridos, mas o destino lhe reservava uma revelação devastadora. No hospital, mostraram-lhe um vídeo que circulava nas redes sociais. Ao assisti-lo, seu mundo desabou: era Isamara, deitada entre os corpos inertes, vítima fatal do ataque brutal.
Em suas palavras, Otilde descreveu o choque e a dor avassaladora de ver sua filha morta dessa maneira cruel e inesperada. Ela mencionou o estranhamento ao ver Isamara na praça, já que sua filha costumava sair apenas aos fins de semana, acompanhada pelo namorado, enquanto durante a semana trabalhava como empregada doméstica em uma residência local.
A pergunta que ecoa em seu coração dilacerado é simples, mas carregada de angústia: “O que Isamara estava fazendo ali?” O mistério sobre a presença de sua filha naquele momento trágico é uma das muitas perguntas sem resposta que assombram Otilde e outras famílias enlutadas pela perda repentina e injustificável.