Caso Djidja: ex-sinhazinha foi torturada até a morte pela própria mãe, diz polícia

Polícia revela que Djidja Cardoso foi torturada até a morte pela própria mãe, que liderava uma seita envolvida em tráfico de drogas.
Redação Imediato Online
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MANAUS-AM | A Polícia Civil do Amazonas indiciou 11 pessoas no caso da Djidja Cardoso, que morreu no dia 28 de maio em Manaus após uma possível overdose por Ketamina. Durante uma coletiva de imprensa, o delegado Cícero Túlio revelou que a ex-sinhazinha foi vítima de tortura por parte de sua própria mãe Cleusimar Cardoso.

De acordo com o delegado, Cleusimar não apenas liderava a seita “Pai, Mãe, Vida”, que estava envolvida em tráfico de drogas, mas também incentivava o uso de Ketamina entre os membros. No entanto, Djidja passou de autora para vítima dentro desse contexto.

“Se ela estivesse viva, teria sido um dos alvos da operação. Infelizmente, ela veio a óbito devido ao uso indiscriminado dessa substância. Todo o material coletado durante a investigação aponta para a prática de tortura que resultou em sua morte”, destacou Cícero Túlio, delegado do 1° Distrito Integrado de Polícia.

As torturas mencionadas foram documentadas em vídeos gravados pela própria agressora. Segundo a polícia, Cleusimar negligenciou os cuidados médicos de Djidja, apesar de ver o estado crítico em que ela se encontrava.

“Vários registros encontrados em aparelhos eletrônicos mostram a Djidja debilitada em estágio quase terminal, recebendo tortura da própria mãe que resultou em morte. Há vários abusos de Cleusimar contra a Djidja”, concluiu o delegado.

Relembre a prisões

A Operação Mandrágora descobriu uma seita religiosa que fornecia e distribuía a substância ketamina, além de incentivar e promover seu uso.

A investigação compreendeu duas operações que resultaram na prisão de 10 indivíduos. Na fase inicial, os mandados de busca e apreensão, autorizados pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), foram executados nas residências da família Cardoso, nas unidades do Belle Femme, e em clínicas veterinárias como a MaxVet, situada no bairro Redenção. Conforme investigações, a MaxVet fornecia cetamina a membros da família Cardoso.

No dia 7 de junho, Bruno Roberto da Silva Lima, ex-namorado de Djidja Cardoso, e o coach Hatus Silveira foram presos em uma nova etapa da investigação sobre a morte da ex-Sinhazinha. Também foram detidos dois funcionários da clínica veterinária suspeita de fornecer cetamina à família Cardoso, devido a inconsistências em seus depoimentos.

Anteriormente, em 30 de maio, Cleusimar e Ademar, mãe e irmão de Djidja, foram presos na avenida Jurunas, bairro Cidade Nova, zona norte de Manaus. Junto com eles, Verônica da Costa Seixas, apontada como gerente do salão de beleza frequentado por Djidja, foi detida. Mais tarde, a maquiadora do estabelecimento, Claudiele Santos da Silva, 34 anos, entregou-se à polícia e, posteriormente, recebeu prisão domiciliar devido à responsabilidade com seu filho menor de 12 anos.

Além da maquiadora, o cabeleireiro do salão, Marlisson Vasconcelos Dantas, também foi preso.

Um dos funcionários da clínica veterinária suspeita de fornecer cetamina à família Cardoso teve sua prisão convertida para domiciliar em 18 de junho, conforme decisão da Justiça do Amazonas.

Detalhes adicionais sobre a investigação serão divulgados em uma coletiva de imprensa marcada para esta quinta-feira, 20 de junho, na sede da Delegacia Geral.

Foto: Reprodução / Redes Sociais

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