Estuprador e assassino de criança de 5 anos é convidado para palestrar para juízes em MG

Convite polêmico de ex-condenado por estupro e assassinato para palestrar sobre proteção de vulneráveis gera debates sobre critérios de seleção de palestrantes.
Redação Imediato Online
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Gregório Antônio Fernandes de Andrade que cumpriu pena por estupro e assassinato de criança de 5 anos foi convidado para palestrar para juízes em Minas Gerais. A aula, intitulada “Proteção do vulnerável, acesso à justiça e direito antidiscriminatório”, foi ministrada na Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam). O convite foi feito por uma juíza aposentada e professora da instituição, Cristiana de Faria Cordeiro.

O palestrante, condenado em 1997 a 16 anos e 5 meses de prisão, se apresenta como “sobrevivente do sistema penitenciário” e já foi preso em flagrante por racismo. Ele também consta como integrante da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados de Minas Gerais (OAB-MG).

Durante a palestra, Gregório ironizou o Judiciário, atacou a polícia e defendeu a abolição da pena e a legalização das drogas. A atitude do palestrante gerou críticas e questionamentos sobre a escolha do orador para abordar temas sensíveis como proteção de vulneráveis e direitos antidiscriminatórios. A decisão de convidar alguém com antecedentes criminais graves para falar sobre tais temas foi vista por muitos como controversa e desrespeitosa.

A presença de um homicida na palestra gerou debates sobre a necessidade de maior rigor na seleção de palestrantes e a responsabilidade das instituições em promover discussões sérias e respeitosas sobre direitos humanos.

A Enfam, ao responder a questionamentos, afirmou que a escolha do palestrante se deu por considerar que ele poderia trazer um ponto de vista diferente e que sua experiência poderia contribuir para a discussão.

No entanto, a decisão foi amplamente criticada, com muitos questionando a sensibilidade e o julgamento da instituição ao convidar alguém com antecedentes tão graves para falar sobre proteção de vulneráveis.

A polêmica em torno do caso reforça a importância de escolhas criteriosas e responsáveis em eventos acadêmicos e institucionais, especialmente quando se trata de temas tão sensíveis e de grande relevância social.

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