PAÍS | A defesa de Fernando Sastre Filho pediu a revogação da liminar do Tribunal de Justiça de São Paulo que determinou a prisão do empresário de 24 anos acusado de dirigir embriagado, bater seu Porsche em alta velocidade e provocar a morte de um motorista de aplicativo na zona leste de São Paulo.
Os advogados pedem que a 5ª Câmara de Direito Privado julgue o mérito do recurso do Ministério Público de São Paulo que deu origem à prisão de Fernando Sastre. A defesa pede que o empresário aguarde o julgamento em liberdade.
O motorista do Porsche foi preso em 6 de maio, após ficar três dias foragido. Na época, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou um habeas corpus da defesa para que Fernando Sastre fosse solto.
O empresário é réu por homicídio doloso e lesão corporal gravíssima, em razão do amigo Marcus Vinicius Machado Rocha, que estava no Porsche com ele e ficou gravemente ferido.
Em seu interrogatório, o motorista do Porsche negou ter bebido. A Polícia Militar (PM), que atendeu a ocorrência, liberou Fernando sem fazer o teste do bafômetro. A Corregedoria da PM apura a conduta dos agentes que erraram na abordagem.
Investigação
Laudo do Instituto de Criminalística apontou que a velocidade média do Porsche era de 156 km/h. Quando se apresentou à polícia, contudo, mais de 36 horas após o acidente, o empresário disse que estava “um pouco acima da velocidade máxima permitida”, que é de 50 km/h.
À polícia, o amigo que estava no Porsche disse que Fernando Filho havia ingerido bebida alcóolica antes, contrariando o depoimento do empresário.
Foto: Reprodução/SAP
*Com informações do Metrópoles