Caso Débora: Gil Romero e José Nilson vão a júri popular após decisão de juiz

Dois homens acusados de matar grávida e seu bebê em Manaus serão julgados em júri popular após decisão judicial.
Redação Imediato Online
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O juiz de direito titular da 2.ª Vara do Tribunal do Júri, Fábio Lopes Alfaia, decidiu que Gil Romero Machado Batista e José Nilson Azevedo da Silva irão a júri popular, acusados da morte de Débora da Silva Alves e seu nascituro, crime ocorrido em julho de 2023. A decisão de pronúncia na Ação Penal n.º 0565678-11.2023.8.04.0001 foi publicada nesta terça-feira (14/05).

Gil Romero Machado Batista e José Nilson Azevedo da Silva serão julgados por duplo homicídio qualificado (motivo torpe, asfixia, recurso que impossibilitou a defesa da vítima e feminicídio), além de aborto provocado por terceiro e ocultação de cadáver. Com a decisão de pronúncia, a defesa dos réus poderá recorrer à instância superior. Transitado em julgado a decisão, a Ação ficará conclusa para ser julgada, podendo ser pautada a sessão de julgamento Popular.

Na mesma decisão o magistrado manteve a prisão preventiva de Gil Romero Machado Batista e José Nilson Azevedo da Silva, que estão presos desde a época do crime. O processo tramita em segredo de justiça.

Denúncia

Caso Débora

Conforme a denúncia do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE/AM), no dia 30 de julho de 2023, por volta de 00h40, na Usina Termoelétrica Mauá 2. Localizada da Estrada da UTM, bairro Mauazinho, zona Leste de Manaus, Gil Romero e José Nilson mataram Débora e seu nascituro, que na ocasião estava no oitavo mês de gestação. Débora foi asfixiada com fio elétrico. Na sequência, os dois puseram o corpo em um tonel e atearam fogo.

Ainda conforme a denúncia, assim que José Nilson deixou o local, Gil Romero abriu a barriga de Débora e retirou a criança, pondo-a em um saco plástico e jogando-a no rio. Gil Romero mantinha um relacionamento extraconjugal com Débora da Silva Alves, relacionamento este que resultou na gravidez da jovem. O crime teria sido cometido para apagar os efeitos da relação extraconjugal.

Relembre o caso

No sábado (29/07), de julho Débora da Silva Alves, 18, grávida de oito meses, saiu de casa para ir ao encontro do pai da Criança Gil Romero Machado Batista, que atraiu a vítima com a falsa promessa de uma ajuda de custo para comprar um berço para a criança que a jovem estava esperando.

De acordo com familiares, após Débora sair da residência da família a jovem nunca mais foi vista, e nunca mais entrou em contato com a família. O corpo da jovem foi encontrado na quinta-feira (3), em uma área de mata na zona leste de Manas, com marcas de tortura.

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No decorrer da investigação, a PC contatou que Gil Romero, vinha ameaçando Débora por não aceitar a gravidez da jovem, bem como já tinha tentado matar a jovem uma outra vez, além de comprar remédios abortivos para a jovem. De acordo com informações da polícia Gil Romero era casado e queria esconder o caso da sua esposa.

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