Roraima enfrenta grave crise hídrica e ambiental por causa da seca e das queimadas

Período de estiagem e queimadas causam problemas no abastecimento de água e na qualidade do ar em Roraima.
Redação Imediato Online
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PAÍS| O período de estiagem que castiga a população de Roraima tem causado sérios problemas para o abastecimento de água e a qualidade do ar no Estado. O Rio Branco, principal fonte de captação de água para a capital Boa Vista e outros municípios, atualmente registra apenas 0,05 metros de água, segundo a régua da Companhia de Águas e Esgoto de Roraima (Caer).

Além do nível baixo do rio, o Estado também sofre com as queimadas que se alastram pelo território, poluindo o ar e colocando em risco a saúde e a biodiversidade da região. De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Brasil é o segundo país da América do Sul com maior número de focos de incêndio, com 7.957 ocorrências somente este ano, perdendo apenas para a Venezuela, que tem 15.859 registros.

Foto: Marcos Mendonça/Imediato

Dentro do Brasil, Roraima é o Estado que ocupa a primeira posição, com 2.295 focos de queimadas, seguido do Mato Grosso, com 1.398, e do Pará, com 842. Os Estados com menos incidência são o Distrito Federal e o Amapá, com apenas quatro registros cada.

A lista dos dez municípios com maior número de queimadas também é dominada por Roraima, que tem oito representantes. O município de Mucajaí lidera o ranking, com 462 focos, seguido de Caracaraí, com 346, e Rorainópolis, com 336. O gráfico abaixo mostra a distribuição dos focos de incêndio por município em Roraima, segundo os dados do Inpe.

Diante desse cenário crítico, o governo de Roraima suspendeu de forma imediata qualquer tipo de queimada, seja residencial ou rural, até que o período de estiagem passe ou que a situação seja amenizada e diminua o número de queimadas no Estado. A medida visa a preservar os recursos hídricos e a qualidade do ar, além de evitar danos à fauna e à flora locais. O governo também pede a colaboração da população para denunciar casos de queimadas ilegais e para economizar água, evitando desperdícios e usos desnecessários.

Texto: Fernanda Campos
Foto: Marcos Mendonça/Imediato

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