RORAIMA | “Não tenho assessora, é uma amiga”, disse Telmário Mota sobre a proximidade com Cleidiane Gomes da Costa, investigada por monitorar a rotina de Antônia Araújo de Sousa, de 52 anos, mãe da filha do ex-senador, antes de Antônia ser assassinada. Suspeito de ser o mandante do crime, o ex-senador prestou depoimento de quase 3 horas à Polícia Civil nesta quinta-feira (14), em Boa Vista.
Na saída do depoimento no Distrito de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), Telmário Mota falou rapidamente com o g1 e a Rede Amazônica. Perguntado sobre a participação da assessora, ele disse que era “amiga”.
Telmário Mota é suspeito de ser o mandante da morte de Antônia e está preso na Cadeia Pública. Segundo a Polícia Civil, Claudiane trabalhava como assessora do ex-senador é considerada pessoa de confiança de Telmário, com quem trabalhava havia ao menos 20 anos.
O ex-senador negou todas as suspeitas levantadas pela polícia. “[Eu falei] a verdade. Que seja apurada a responsabilidade, porque eu não tenho nada a ver com isso”, disse antes de entrar na viatura policial para retornar à Cadeia.
Telmário saiu da Cadeia Pública por volta de 11h30, foi levado à sede da Draco e saiu da unidade por volta das das 14h40 (horário local).
Claudiane monitorava e passava informações sobre a rotina da vítima a Telmário, segundo o delegado que conduz as investigações na Polícia Civil, João Evangelista. A assessora também confessou que o ex-parlamentar pediu a ela para que conseguisse uma arma em agosto deste ano, mas que achava que a arma seria usada na fazenda.
Prisão do ex-senador
Suspeito de ser o mandante do assassinado de Antônia Araújo de Sousa, de 52 anos, mãe da filha do ex-senador, Telmário está preso desde o dia 30 de outubro. Ele se diz inocente e a defesa classificou a prisão como “desproporcional”. Além da prisão pela mãe da filha, ele também está preso por suspeita de estuprar a própria filha.
Antônia foi assassinada com um tiro na cabeça no dia 29 de setembro deste ano, quando saía de casa para trabalhar, por volta das 6h30, no bairro Senador Hélio Campos, zona Oeste de Boa Vista, capital de Roraima.
A vítima era uma das principais testemunhas sobre as investigações que envolviam uma acusação de estupro contra o ex-senador, segundo a Justiça. A denúncia foi feita pela filha dele, em 2022. Ela foi assassinada três dias antes de uma audiência sobre o caso.
*Com informações do G1 / Roraima