Segundo o resultado, em média 96% das respostas foram a favor da anexação de Essequibo à Venezuela
VENEZUELA | O referendo na Venezuela perguntando para a população a opinião sobre anexar ou não a região de Essequibo à Venezuela, ocorreu ontem das 06:00h às 20:00h no país vizinho .
Das 20,7 milhões de pessoas aptas a votar apenas 10,5 milhões foram até as urnas, segundo o Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela, ou seja, pouco mais da metade do público eleitoreiro.
A movimentação na Venezuela ontem, durante o plesbicito, foi tranquila e das cinco perguntas em questão, em média, 97% das respostas foram a favor da anexação de Essequibo, de acordo com o Conselho.

No início do mês passado o presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, anunciou que iria realizar o referendo afim de agilizar o processo que está em julgamento no CIJ, Corte Internacional de Justiça, que é o mais alto órgão da Organização das Nações Unidas (ONU),e o Presidente da Guiana Irfaan Ali acionou em caráter de urgência a CIJ, para impedir que a votação acontecesse. Em resposta, a Corte Internacional decidiu que a Venezuela não faça nada que prejudique o processo que já está em andamento na corte, e não citou diretamente a permissão ou não do referendo que ocorreu normalmente no domingo (04).
Com a movimentação de militares venezuelanos na fronteira do Brasil com a Venezuela, em Pacaraima, o Ministério da Defesa reforçou a fronteira, com 130 militares na cidade, afim de evitar possíveis problemas.
O presidente Lula afirmou em entrevista a Jornalistas em Dubai naCop28, que é preocupante a situação e espera que os países mantenham a calma, porque uma guerra agora não seria bom.
Já o presidente da Guiana, Irfaan Ali, afirma que está tranquilo e mantém a fronteira do país resguardada com militares.
A disputa por Essequibo tem quase 200 anos, e ficou ainda mais acirrada após o descoberta de petróleo na Costa de Essequibo, com aproximadamente de 11 bilhões de barris de petróleo. O caso está em análise na Corte Internacional de Justiça, que deve julgar o caso e entregar a soberania e o poder para administrar Essequibo, que atualmente é governado pela Guiana.
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