A pequena Ana Clara de Oliveira Lopes, de apenas 2 anos, que tinha de síndrome de Down e cardiopatia, faleceu nesta terça-feira (14) devido a um quadro de infecção generalizada após passar sete dias internada no Hospital e Pronto Socorro da Criança – Joãozinho, localizado na Av. Cosme Ferreira, bairro São José 1, zona Leste de Manaus.
De acordo com as informações fornecidas pela mãe da criança, Dilurdes Santos, no dia 1º de novembro de 2023, Ana Clara apresentou sintomas de vômito e diarreia, levando a mãe a procurar o HPS Joãozinho. A médica que a atendeu diagnosticou desnutrição devido aos sintomas e prescreveu medicação, liberando-a para voltar para casa.
Entretanto, a condição da criança persistiu, e no dia 3, mãe e filha retornaram ao hospital, onde foi solicitada uma radiografia abdominal, revelando a presença de gases no abdômen. Nova medicação foi prescrita, e novamente, Ana Clara foi liberada.
Embora a diarreia e o vômito tenham cessado, a saúde de Ana Clara continuava a se deteriorar. Dilurdes retornou ao hospital na madrugada do dia 6, onde foi diagnosticado cansaço e aftas na boca da criança, concluindo-se que ela estava com pneumonia.
Após sete dias de internação, os médicos constataram que o quadro piorava, pois não conseguiam administrar a medicação por via oral ou venosa. A mãe decidiu retirar a criança da unidade hospitalar, assinando uma declaração de responsabilidade, e buscou outra unidade para tratamento.

Menos de 12 horas após a saída do hospital, em 13 de novembro de 2023, Ana Clara teve uma piora e foi levada ao HPS Aristóteles Platão Bezerra de Araújo, localizado na Av. Autaz Mirim, bairro Jorge Teixeira, zona Leste de Manaus.
O médico que a atendeu informou à mãe que Ana Clara apresentava um quadro avançado de septicemia, uma doença grave desencadeada por uma inflamação decorrente de uma infecção, podendo levar a complicações sérias, como queda de pressão arterial e falência de órgãos.
Na manhã de 14 de novembro de 2023, Ana Clara sofreu três paradas cardiorrespiratórias. Os médicos tentaram reanimá-la, mas às 11h25 ela faleceu. Na certidão de óbito, a causa da morte foi listada como atividade elétrica sem pulso, micro cavidade grave, distúrbio hidroeletrolítico ácido básico, sepse grave e insuficiência do 21º par cromossômico e doença diurética aguda.
Dilurdes Santos expressou seu lamento, alegando que a filha não recebeu uma assistência adequada no hospital, questionando a abordagem médica e expressando seu profundo pesar pela perda da criança.
“Minha filha não foi bem assistida lá, eles só falaram que ela só tinha pneumonia, e ela todo tempo mole, ela só fazia dormir e eles furavam a minha filha e não saia sangue. Aí eles falaram que iriam entrar com um acesso central, aí eu não deixei porque eu fiquei com medo, medo de perder a minha filha… Eu vivi apenas dois aninhos com a minha filha, o amor da minha vida”, disse Dilurdes Santos aos prantos.