PAÍS| Uma mulher, identificada como Lucélia Reis Silva, admitiu ter jogado o próprio filho, de 2 meses, em um poço durante a madrugada desta quinta-feira (9), no município de São Félix do Xingu, no Pará. Inicialmente, ela alegou que a criança havia sido sequestrada de sua casa, mas a polícia investigou o caso e Lucélia confessou o crime.
Em comunicado oficial, a Polícia Civil informou que a mãe da criança admitiu o crime e foi presa em flagrante por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. O corpo do bebê foi encaminhado para perícia. O caso está sendo investigado em sigilo pela Delegacia de Homicídios de São Félix do Xingu.
Antes de a polícia descobrir o crime, Lucélia chegou a ir à delegacia e gravou um vídeo no qual se identificava como mãe do bebê que estava desaparecido. Ela pediu ajuda à comunidade e chorou durante a gravação.
De acordo com informações do 36º Batalhão da Polícia Militar, por volta das 10 horas, uma equipe foi acionada pela delegada da cidade, informando sobre o desaparecimento de uma criança. Logo depois, populares encontraram o corpo de uma criança em um poço artesanal no bairro Sol Poente. A delegada e a equipe da Polícia Militar foram verificar a informação e constataram que se tratava da criança desaparecida.
Na delegacia, Lucélia Silva Reis confessou à autoridade policial que tirou a vida do próprio filho. Ela foi presa em flagrante no momento da confissão.
Segundo relatos de moradores da cidade, Lucélia teria descoberto no dia anterior ao crime que o bebê não era filho do homem que ela acreditava ser o pai. No entanto, a polícia não confirmou essa informação, uma vez que o inquérito está sob sigilo.
Em um áudio enviado pela polícia militar, a irmã de Lucélia conta que a autora do crime dormiu com o filho na cama e, às 2h30 da madrugada, acordou para alimentá-lo e trocar a fralda. No entanto, às 4h, quando acordou novamente, a criança não estava mais ao seu lado.
Segundo a Polícia Militar, Lucélia teve outro filho que morreu de traumatismo craniano. No entanto, a polícia investigará se a criança realmente morreu ou se também foi assassinada.