Irmão autista sofre maus-tratos e abandono após morte da mãe, em Goiânia

Homem de 32 anos é preso por manter irmão autista em condições desumanas após a morte da mãe em Goiânia.
Redação Imediato Online
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Um homem de 32 anos foi detido após ser flagrado mantendo seu irmão de 30 anos, que possui transtorno do espectro autista, em uma casa abandonada em Goiânia (GO). O irmão autista estava sujeito a maus-tratos, incluindo alimentação inadequada, como se alimentar de fezes, e dormia ao lado do corpo da mãe falecida. Este incidente ocorreu na terça-feira (10).

A prisão aconteceu em uma operação conduzida pela Polícia Civil de Goiás, especificamente pela Delegacia Especializada no Atendimento à Pessoa com Deficiência de Goiânia (DEAPD). A operação foi desencadeada em resposta a uma denúncia anônima que alertava sobre a situação do homem autista, que estava sendo negligenciado em uma casa inadequada para moradia, sofrendo privação de cuidados essenciais, incluindo alimentação e higiene pessoal.

A mãe da vítima havia falecido recentemente. Investigações posteriores revelaram que o corpo da mãe da vítima e do suspeito permaneceu na mesma cama onde o filho autista dormia por mais de cinco dias. A morte da idosa só foi descoberta quando um vizinho notou o forte odor vindo da residência.

Durante esse período, o irmão mais novo foi submetido a condições desumanas, chegando ao ponto de ingerir fezes, conforme apurado pela investigação. Os agentes que participaram da operação encontraram a vítima em estado de abandono, completamente nu, desnutrido e desidratado. O ambiente estava extremamente sujo, com o odor de fezes humana impregnando toda a casa. Não havia roupas limpas nem lençóis. O delegado Alexandre Bruno descreveu o local como um ‘cativeiro’.

O suspeito foi autuado por maus-tratos e está sob investigação por possível envolvimento em tortura. As investigações continuarão para identificar outras possíveis práticas criminosas relacionadas ao caso.

A vítima não conseguiu se comunicar com as autoridades policiais, e os vizinhos relataram que frequentemente ouviam seus gritos, já que ele passava longas horas isolado em casa.

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