Empresa perde licença para explorar potássio em terra indígena na Amazônia

Justiça suspende licença de empresa para explorar potássio em terra indígena na Amazônia, determinando consulta às comunidades afetadas.
Redação Imediato Online
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A Justiça Federal no Amazonas suspendeu a licença concedida pelo Ipaam à empresa Potássio do Brasil para explorar minerais no território indígena Mura, em Autazes, Amazonas. A decisão enfatiza que a atividade requer autorização do Congresso Nacional e consulta aos povos indígenas afetados. Após esse processo, o Ibama deve emitir a licença ambiental, não o Ipaam, devido aos impactos em terras indígenas. A ação, movida pelo MPF em 2016, abrange territórios Mura ocupados há mais de um século. Uma inspeção em 2022 confirmou que a exploração da Potássio do Brasil afetou áreas tradicionais dos indígenas, prejudicando atividades como coleta de frutos, extrativismo, caça e pesca.

Foram apontadas diversas irregularidades na autorização da atividade mineral na região, incluindo violação do direito constitucional das terras indígenas, falta de consulta às comunidades afetadas, ameaças a líderes locais e emissão de licenças ambientais sem avaliação de impacto adequada. Além disso, questiona a competência do Ipaam para emitir licenças. Com a decisão, todos os atos administrativos do órgão ambiental do Amazonas que permitiram a exploração mineral no território são considerados inválidos, sem valor legal.

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