Irmã mais velha manteve irmãos vivos por 40 dias após queda de avião

Irmã mais velha de 13 anos manteve irmãos vivos por 40 dias após queda de avião na Amazônia colombiana.
Redação Imediato Online
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MUNDO| As quatro crianças que estavam desaparecidas há 40 dias após a queda de um avião na Amazônia Colombiana foram encontradas e resgatadas na última sexta-feira (11). Os sobreviventes apresentavam desnutrição e várias marcas de picadas de insetos.

A resiliência e resistência das crianças surpreendeu as autoridades. Isso porque em uma mata fechada com animais selvagens, árvores de até 60 metros de altura e umidade de mais de 80% era impensável que os quatro fossem sobreviver sozinhos.

Mas, a esperteza, sabedoria e habilidade da irmã mais velha fez a diferença. Lesly Mucutuy, tem 13 anos, ela é apontada pelos próprios familiares como a responsável por ajudar a manter os irmãos, Soleiny Mucutuy, 9, Tien Mucutuy 4 e Cristin Mucutuy de apenas 1 ano, vivos.

A avó das crianças, Fátima Valencia, afirmou que a adolescente tem “uma natureza guerreira”. Antes do resgate, Fidencio Valencia, avô, já havia dito que Lesly era muito inteligente e poderia guiar os irmãos pelo melhor caminho na mata.

Segundo familiares, Lesly é muito habilidosa, ágil e foi muito bem treinada para andar na selva, já que a família vive em Araracuaram um povoado colombiano próximo à floresta fechada. De acordo com eles, a adolescente conseguia andar tranquilamente pela área.

Além disso, Lesly cuidava dos irmãos em casa quando a mãe, que morreu no acidente, precisava sair. Atualmente, a menina está no 5° ano do Ensino Fundamental em uma aldeia indígena, próximo a sua casa.

A tia Damarys Mucutuy disse ao jornal “El Mundo”, da Espanha, que quando a adolescente tinha tempo livre para brincar gostava de ir para a floresta e jogar o “jogo da sobrevivência” com as amigas.

Com isso, a irmã mais velha conseguiu cuidar dos outros, escolher os melhores caminhos e pegar alimentos, como frutas.

A jornada das crianças chamou a atenção da equipe de resgate. Eles andaram mais de 2.600 quilômetros na mata fechada e conseguiram localizar os quatro por meio de pistas, como frutas mordidas e outros objetos que eram deixados para trás.

Com informações do Metrópoles e CNN e Dol*

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