MUNDO | Na última sexta-feira, 3, o governo do Chile declarou estado de catástrofe, em decorrência de incêndios florestais que atingem o Sul do país, onde pelo menos 13 pessoas morreram e 40 mil hectares já foram queimados e centenas casas destruídas.
Quase 200 focos ativos de incêndio em meio a forte onda de calor foram registrados pelas autoridades. A ministra do Interior, Carolina Toha, disse esperar ajuda dos governos e empresas do Brasil e da Argentina.
A maioria das mortes, 11 pessoas, incluindo um bombeiro, foram registradas na cidade de Santa Juana, em Biobio, região que fica a cerca de 500 quilômetros ao sul da capital, Santiago. O governo declarou estado de catástrofe na região e determinou o envio de militares e recursos para o combate às chamas.
Um helicóptero que havia sido contratado pela Corporação Nacional Florestal caiu na região de La Araucania, matando outras duas pessoas. A dupla atuava no apoio às equipes de emergência.
Algumas famílias buscaram refúgio em abrigos, segundo a agência chilena de desastres Senapred. As chamas interromperam o tráfego em rodovias e vários assentamentos foram esvaziados. As previsões meteorológicas nesta sexta indicavam temperaturas acima de 38º C na capital de Nuble, Chillan, com ventos fortes que ameaçavam o alastramento das chamas.
A declaração do estado de catástrofe permite a disponibilização de recursos adicionais para a emergência e socorro dos impactados, além do emprego de forças militares no combate às chamas.
Para especialistas, fortes ondas de calor como a que atinge o Chile têm relação com o agravamento da crise climática -que multiplica a ocorrência de eventos extremos no planeta.
Com informações Folhapress*
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