Manaus – AM| A equipe de reportagem do site Imediato foi acionada na manhã desta quinta-feira (19), por moradores da Comunidade Manaus 2000, localizado no bairro Japiim, zona Sul da cidade, que denunciam a ação de retirada de construções no local por parte da Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE).
De acordo com o Grupo Integrado de Prevenção a Invasões em Áreas Públicas (Gipiap), a ação teve como intuito de notificar os populares sobre os imóveis que estão em situação irregular.
A área faz parte do perímetro de obras do Programa Social e Ambiental de Manaus e Interior (Prosamin+), que é executado pela Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE) do Governo do Amazonas. Os imóveis em questão são aqueles que foram construídos após o cadastro realizado pelo programa, em 2020.

O trabalho conta com o apoio da UGPE, da Superintendência de Habitação do Amazonas (Suhab) e da Secretaria Executiva Adjunta de Operações (SEAOP/SSP), órgãos que também integram o Gipiap.
Os moradores relataram que possuem documentos para que aguardassem em suas residências e que não receberam benefícios para sair.
“A gente passou por uma triagem pra ver se enquadrava dentro do programa, porque o programa pede uma série de requisitos, então a gente se enquadrou. Tinha reuniões, a gente ia… Eles adentraram dentro do nosso lar e deram um cadastro, só ia receber algum benefício se a gente tivesse esse cadastro. Eles falaram que não era pra sair da casa que a Suhab vinha avaliar, deram um papel que era pra aguardar e agora eles estão querendo derrubar a nossa casa”, disse a moradora.
Segundo o órgão UGPE, todas as pessoas que moram na localidade e terão suas habitações desativadas, foram informadas da ocorrência desde o mês de outubro de 2022. “No total, serão desapropriados 18 imóveis que estão em situação irregular e 31 serão apenas notificados. Caso a notificação não seja atendida, será iniciado o processo de desapropriação das construções irregulares”, diz um trecho do texto divulgado.
O coordenador executivo da UGPE, engenheiro civil Marcellus Campêlo, explica que, por terem sido erguidas após a fase de cadastramento de imóveis pelo Prosamin+, realizada entre maio e outubro de 2020, as construções não estão previstas para serem contempladas no plano de reassentamento do programa.
De acordo com a subcoordenadora do Setor Social, Viviane Dutra, as ações com o Gipiap têm como foco o controle de área e impedimento de novas ocupações irregulares. “A parte social nesta ação é no sentido de orientar o atendimento das famílias cadastradas e reforçar que novas ocupações não são passíveis de atendimento pelo programa”, afirmou.
A reportagem do site Imediato tentou falar com a equipe no local mas não quiseram se manifestar.
Confira a reportagem: UGPE faz desapropriação de casas em área verde na Manaus 2000
Fotos: Neto Silva/Imediato