MANAUS-AM | Emerson Souza Mota, 23, e mais nove pessoas foram detidas em um escritório na rua Gergelim, bairro Chapada, zona Centro Sul de Manaus, nesta quinta-feira (05) suspeitas de aplicarem golpes de estelionato com vendas imóveis.
De acordo com o delegado do 17° Distrito Integrado de Polícia (DIP), Gerson Aguiar, o Grupo Smart pegava imagens divulgadas em plataformas de vendas e aluguéis de imóveis e as replicava em seu site. Com isso, anunciavam os imóveis com preços abaixo do de mercado, oferecendo facilidade, o que acabava atraindo pessoas que tinham o sonho da casa própria e assim, conseguiam aplicar o golpe.

“Alguns donos de imóveis perceberam que suas casas estavam sendo anunciadas no site desta empresa sem a permissão deles e vieram até a delegacia fazer as denúncias”, destacou o delegado.
Após as denúncias, a equipe de polícia foi até o local delatado e constatou que de fato, o grupo anunciava em seu site os imóveis das vítimas. No local, os policiais apreenderam um carro, cerca de R$ 7 mil em espécie, uma pistola, crachá, que inclusive continham o símbolo da Caixa Econômica Federal, além de aparelhos celulares. Os suspeitos foram levados para o 14º DIP.

Facilidade
Muitos clientes davam entradas baixas e financiavam o restante para poder receber a casa ou apartamento. Muitas vítimas usavam até o FGTS para garantir a compra. “Eles convenciam as vítimas a pagarem antes mesmo antes de ver os imóveis”, afirmou Gerson Aguiar.
“No meu caso eles usaram o nome de uma empresa de São Paulo, eu pesquisei o nome e constatei que a empresa existia, por isso eu acreditei. O imóvel que eles me apresentaram era no Parque 10 e custava R$ 600 mil reais. Ainda dei de entrada R$ 62 mil. Cheguei a visitar uma casa, mas não era a que eu tinha fechado o acordo, pois na época, eles afirmaram que o proprietário estava viajando. Eles começaram a me enrolar, então percebi que tinha caído em um golpe”, relatou Adriana Lima, gerente comercial, vítima da quadrilha.
Ainda segundo o delegado, esse mesmo grupo já havia sido desmontado há cerca de oito meses, mas voltou a atuar. Até o momento, já foram identificadas mais de oito vítimas.
Foto: Elias Fonseca| Imediato